Transporte gratuito de doentes no Hospital de Matosinhos prolongado até dezembro
DATA
08/02/2017 10:10:07
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Jornal Médico
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Transporte gratuito de doentes no Hospital de Matosinhos prolongado até dezembro

O serviço Tuk Boleias, um transporte gratuito de doentes entre a entrada exterior e a receção do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, a funcionar desde 2015, vai ser prolongado até ao final do ano, anunciou hoje a autarquia.

“O resultado ultrapassou as expectativas. Por isso, decidimos manter este serviço, porque presta um apoio muito importante aos utentes”, afirmou ontem à Agência Lusa o vereador dos Transportes e Mobilidade da Câmara de Matosinhos, José Pedro Rodrigues, após a reunião privada do executivo onde o prolongamento do serviço foi aprovado por unanimidade.

O Tuk Boleias tem seis lugares e é um projeto da autarquia e do Hospital Pedro Hispano, que arrancou a 23 de novembro de 2015 de forma experimental, tendo depois sido prolongado até final do ano passado, com o objetivo de resolver queixas diárias de utentes que têm dificuldades em fazer a pé a subida íngreme da rampa de acesso à unidade de saúde.

Os resultados e níveis de satisfação deste serviço foram “muito positivos”, tendo sido feitas cerca de 40 viagens por dia, das 08:00 às 17:00 horas, e transportadas mais de 35.000 pessoas, na sua grande maioria idosas, revelou o vereador.

A quantidade de pessoas que precisa e utiliza o Tuk Boleias justifica a sua continuidade, considerou, sublinhando que tem um papel social de “enorme valor”.

O custo de funcionamento do Tuk Boleias é de 28.750 euros anuais, investimento assegurado e dividido, de forma igual, entre a Unidade de Local de Saúde e a Câmara de Matosinhos.

Até 31 de dezembro de 2017, o veículo elétrico irá transportar os utentes desde a entrada exterior à receção do Hospital Pedro Hispano nos dias úteis entre as 07:45 e as 17:00.

O autarca explicou que o Tuk Boleias, apesar de ser um serviço “muito acarinhado” pelos doentes pela sua importância, continua a ser uma solução provisória até que a inclinação da rampa de acesso ao hospital, com um declive de 10%, seja resolvida.

“Foi um erro do projeto que é necessário resolver porque as pessoas têm imensas dificuldades em subi-la por causa da idade, doença ou mobilidade reduzida”, frisou.

O Tuk Boleias “minora” as dificuldades dos utentes, mas a responsabilidade de resolver definitivamente o problema é do Ministério da Saúde, que irá continuar a ser pressionado pela câmara para o fazer de forma definitiva.

Um inquérito realizado concluiu que os que mais recorrem ao veículo são idosos (65,3%), acompanhantes dos doentes (25,9%), pessoas com incapacidade física ou deficiência (7,6%) e mulheres grávidas ou com crianças ao colo (1,3%).

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