Brasil: Sociedade de Medicina do Viajante divulga recomendações sobre febre-amarela
DATA
13/02/2017 10:04:44
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Brasil: Sociedade de Medicina do Viajante divulga recomendações sobre febre-amarela

A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) divulgou ontem recomendações sobre o surto de febre-amarela no Brasil, informando que entre 5 de janeiro e 10 de fevereiro foram confirmados naquele país 230 casos da doença.

Em comunicado, a SPMV referiu ainda que os viajantes com destino ao Brasil devem avaliar o risco de contrair febre-amarela numa consulta de medicina do viajante e sublinha que “só os viajantes com destino às zonas consideradas de risco e às novas zonas afetadas por este surto devem, e na ausência de contraindicações, ser vacinados” contra a doença.

As áreas afetadas podem ser conhecidas através do Portal da Saúde do Governo brasileiro (http://portalsaude.saude.gov.br).

“A 5 de janeiro de 2017, o Ministério da Saúde do Brasil começou a receber notificações de possíveis casos de doença, tendo sido notificados, até 10 de fevereiro de 2017, 1.170 casos suspeitos, tendo sido confirmados 230, descartados 93 e permanecendo os restantes sob investigação”, refere a Sociedade.

O comunicado sublinha que que as viagens não essenciais de cidadãos imunodeprimidos, mulheres grávidas e lactentes com idade inferior a nove meses, com destino às zonas afetadas, deverão ser ponderadas.

A febre-amarela é uma doença febril aguda, transmitida por picada de mosquito, sem tratamento específico e com uma elevada taxa de mortalidade associada.

Segundo a SPMV, a vacinação é a medida mais eficaz de prevenção, até porque uma dose da vacina administrada em qualquer altura da vida confere imunidade vitalícia.

Um comunicado divulgado este mês pelo Governo brasileiro indica que o atual surto, que já fez pelo menos 65 vítimas mortais, é o pior desde que existe registo estatístico da doença, em 1980.

A maioria dos casos mortais está a ocorrer no estado de Minas Gerais.

DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

Mais lidas