China: gripe aviária detetada num terço dos mercados da terceira maior cidade
DATA
13/02/2017 10:13:18
AUTOR
Jornal Médico
China: gripe aviária detetada num terço dos mercados da terceira maior cidade

As autoridades da cidade de Guangzhou, na China, têm advertido a população para evitar contacto com aves vivas depois de uma amostra ter revelado a presença do vírus da gripe aviária num terço dos mercados da terceira maior cidade da China.

O alerta foi dado na passada quinta-feira depois de o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças de Guangzhou ter detetado, nas mais recentes análises semanais, a presença da estirpe H7N9 em mais de 30% dos mercados locais de venda de aves de capoeira vivas, segundo noticiava a edição de ontem do jornal South China Morning Post.

O resultado das amostras desencadeou receios relativamente a um eventual surto de gripe aviária na cidade com uma população estimada em 17 milhões de habitantes. Guangzhou anunciou no mês passado que iria suspender a venda de aves vivas em todos os mercados durante três dias por mês no primeiro trimestre do ano.

De acordo com o jornal de Hong Kong, que cita declarações de uma fonte oficial aos media locais, foram diagnosticadas 35 pessoas com o vírus nos últimos três anos na cidade, das quais mais de metade morreram.

O inverno e a primavera constituem, habitualmente, as épocas mais propícias ao contágio humano, com a ocorrência de casos a levar ao abate das aves e ao encerramento de mercados de modo a conter a propagação do vírus.

O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da China advertiu, em janeiro, que espera um maior número de casos e em mais zonas do que em anos anteriores.

Segundo dados reproduzidos na passada sexta-feira pelos Serviços de Saúde de Macau, a partir de informações das entidades congéneres, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro, foram registados 45 novos casos de infeção humana pelo vírus da gripe aviária H7N9, incluindo quatro na província de Guangdong.

O jornal oficial China Daily noticiou no sábado, sem facultar fonte, que foram registados mais de 130 casos no primeiro mês do ano, dos quais 24 se revelaram mortais.

Na Região Administrativa Especial de Macau, que registou a 14 de dezembro o seu primeiro caso de infeção humana, foram abatidas, desde o início do ano, 28.641 aves de capoeira, na sequência de testes positivos a 26 de janeiro (véspera do Ano Novo Chinês, período em que a galinha tem lugar de honra na mesa) e 3 de fevereiro.

Macau importa as aves de capoeira do interior da China, em particular da província vizinha de Guangdong, da qual Guangzhou é capital.

Apesar dos recentes surtos nos mercados locais, que levaram à suspensão da venda durante alguns dias em Macau, as autoridades decidiram manter a venda de aves vivas.

A secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, afirmou na terça-feira que “o Governo pondera acelerar os trabalhos” para substituir a venda de aves de capoeira vivas por refrigeradas, mas admitiu não haver ainda um calendário para a medida, apesar de a qualificar como uma prioridade na agenda.

Macau importa, em média, 8.000 galinhas por mês, segundo indicou em junho do ano passado o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

Os dados foram facultados aquando da apresentação dos resultados de um estudo destinado a avaliar a reação do público à medida que o governo da Região Administrativa Especial chinesa pretende aplicar para prevenir surtos de gripe aviária.

Segundo os resultados desse estudo, anterior ao registo do primeiro caso de contágio humano local, quatro em cada dez residentes de Macau opunham-se ao fim da venda de aves vivas nos mercados locais.

O inquérito, realizado no fim de 2015 pelo Instituto Politécnico de Macau e que cobriu também as preferências de consumo e os hábitos de compra, indicava ainda que dois terços dos entrevistados (67%) consumiam mais aves vivas “por causa do seu gosto particular e dos efeitos organoléticos no paladar”; e que mais de metade (53%) compravam sempre galinhas acabadas de abater nos mercados.

O relatório do estudo de opinião pública correlacionou ainda o nível de conhecimento sobre os riscos de saúde com a posição manifestada pelos entrevistados.

O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas