Centros de saúde fizeram menos 2,5 milhões de consultas num ano

O PSD afirmou, na passada sexta feira, que ocorreram menos 2,5 milhões de consultas durante um ano nos cuidados primários de saúde, embora os dados do Ministério da Saúde apontem para um ligeiro aumento entre 2015 e 2016.

O deputado social-democrata Miguel Santos afirmou, durante a Comissão Parlamentar de Saúde que, entre novembro de 2015 e novembro de 2016, o número de consultas nos centros de saúde baixou 2,5 milhões.

"Existe menor acesso aos cuidados de saúde primários", acusou Miguel Santos, numa audição ao ministro da Saúde, a pedido do PSD, sobre o projeto-piloto para tentar moderar o acesso às urgências hospitalares na região Norte.

Sobre as consultas nos cuidados primários, o ministro Adalberto Campos Fernandes remeteu para os dados oficiais do Ministério.

De acordo com esses números, em 2015 houve um total de 28,7 milhões de consultas enquanto em 2016 ter-se-ão registado 29,1 milhões de consultas, segundo dados que são ainda estimativas.

O PSD acusou ainda o Governo de "falhanço" no objetivo de reduzir os episódios de urgências hospitalares, indicando que, ao invés de diminuírem, houve mais 200 mil atendimentos num ano.

Quanto às urgências, o ministro reconheceu que houve um aumento de urgências em 2016, mas indicou que em janeiro deste ano deu-se já uma redução de três por cento de episódios em relação a janeiro do ano anterior.

O PSD tinha requerido a audição do ministro da Saúde a propósito de uma notícia que indicava que estaria em marcha um projeto-piloto em Braga e no Porto que previa que os doentes não pudessem ir à urgência sem ser através dos bombeiros, do INEM ou da Linha Saúde 24.

O ministro negou um projeto neste sentido, vincando que "não caberia na cabeça de nenhum governante" impedir o acesso à urgência.

Adalberto Campos Fernandes lamentou que o PSD recorra a pedidos de audição urgente com base em "duas linhas de jornal".

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