Peixe com alto nível de mercúrio aumenta risco de esclerose lateral amiotrófica
DATA
21/02/2017 10:14:37
AUTOR
Jornal Médico
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Peixe com alto nível de mercúrio aumenta risco de esclerose lateral amiotrófica

Comer peixe e marisco com altos níveis de mercúrio pode aumentar o risco de esclerose lateral amiotrófica (ELA). A conclusão pertence a um estudo preliminar publicado hoje pela Academia de Neurologia dos Estados Unidos da América (EUA).

A causa exata para aquele tipo de esclerose é desconhecida, mas alguns estudos anteriores sugerem que o mercúrio poderá ser um fator de risco para a doença.

Nos EUA, a principal fonte de exposição ao mercúrio é comer peixe contaminado com o metal neurotóxico.

Para elaborar este estudo, os investigadores questionaram 518 pessoas, 294 das quais com a doença e 224 sem a doença, a propósito do seu consumo de peixe e marisco.

Os cientistas concluíram que, entre os participantes que comeram peixe e marisco regularmente, os que estavam nos 25% dos que consumiram mais mercúrio tinham o dobro do risco de sofrer da doença, do que aqueles que tinham ingerido menos quantidades de metal.

Os autores salientam que o estudo requer novas investigações e que as suas conclusões “não negam o benefício para a saúde de comer peixe”.

O estudo sugere que as pessoas devem escolher espécies com menos mercúrio, assim como evitar o consumo de peixe de águas contaminadas com mercúrio.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA recomenda que as mulheres em idade fértil e as crianças comam entre duas e três vezes por semana peixe, principalmente salmão e sardinhas, que têm baixos níveis de mercúrio e são ricos em nutrientes, e que sejam evitados o peixe-espada e o tubarão.

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