Telemonitorização da DPOC reduz idas às urgências em Coimbra
DATA
21/02/2017 10:50:41
AUTOR
Jornal Médico
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Telemonitorização da DPOC reduz idas às urgências em Coimbra

A avaliação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) a doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) telemonitorizados mostrou uma redução de 50% de internamentos e de 30% de idas às urgências comparativamente a doentes não telemonitorizados.

Em comunicado, o CHUC explicou que foram selecionados 12 doentes entre a população seguida nos Serviços de Pneumologia A (polo Hospital Universitário) e B (polo Hospital Geral) para a avaliação dos três anos de implementação da telemonitorização.

"Para este estudo de caso foram considerados utentes com maior número de episódios de urgência e internamentos", refere a nota.

Cada utente recebeu um kit de monitorização, um tablet e um conjunto de equipamentos de medição (oxímetro, termómetro, esfigmomanómetro e pedómetro/monitor de atividade física).

O CHUC garantiu o acompanhamento inicial e formação de forma que os doentes pudessem realizar a monitorização diária dos respetivos parâmetros uma a duas vezes ao dia.

"A monitorização das medições efetuadas pelos doentes foi supervisionada diariamente por um centro de triagem que, além da verificação dos dados, implementou um protocolo personalizado, criado pelos médicos assistentes do CHUC, por forma a fazer a despistagem de sintomas de alerta para a evolução do estado da doença", lê-se no comunicado.

De acordo com o CHUC, os dados mostram uma redução de 50% de internamentos e 30% de urgências em comparação com o período em que os doentes não eram telemonitorizados.

"A telemonitorização domiciliária provou ter efeitos positivos na diminuição do recurso aos meios hospitalares e na melhoria da qualidade de vida destes doentes", acrescenta.

Futuramente, o CHUC pretende integrar um maior número de utentes no programa de telemonitorização e alargar o seu âmbito a outras doenças crónicas na área da Cardiologia, Diabetes e Nefrologia.

A DPOC é uma das principais causas de morbilidade crónica, de perda de qualidade de vida e de mortalidade, representando atualmente a quinta causa de morte em Portugal (2,4%).

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