Hospital de Braga receia contratualização insuficiente face às necessidades da população
DATA
27/02/2017 09:57:51
AUTOR
Jornal Médico
Hospital de Braga receia contratualização insuficiente face às necessidades da população

O Conselho para o Desenvolvimento Sustentado do Hospital de Braga (CDSHB) manifestou, na passada sexta feira, receio de que a contratualização da atividade daquela unidade com o Ministério da Saúde "não corresponda mais uma vez" às "reais necessidades" da população.

Em comunicado enviado à Agência Lusa, aquele conselho, que se reuniu em sessão extraordinária para fazer um balanço da atividade do hospital em 2016 e para se inteirar do Processo de Contratualização de Atividade para o ano de 2017, manifestou ainda apreensão com o "preocupante aumento" das listas de espera para primeiras consultas e para cirurgias, que atribui à falta de correspondência entre procura e o estipulado na contratação anual.

Segundo explica o texto, despertou "forte preocupação" aos membros do conselho o facto de o Hospital de Braga, uma parceria público-privada com o Grupo Mello Saúde, ainda não ter fechada a contratualização da sua atividade para o ano de 2017 com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), “apesar de se aproximar do seu termo o mês de fevereiro”.

Além disso, os membros do CDSHB "receiam que a mesma não corresponda, mais uma vez, às reais necessidades da população", pode ler-se no texto.

Afirmam ainda estar "conscientes da necessidade de encontrar uma solução urgente para este problema, dado que corporiza um tratamento assimétrico da população portuguesa e penaliza a coesão territorial".

Aquele órgão salienta ainda que "o Hospital de Braga tem vindo sistematicamente a realizar, nos últimos seis anos, um volume de atividade superior ao que foi contratado pela ARS-Norte, não tendo qualquer sucesso as diligências feitas para inverter esta situação anómala".

Alias, no referido comunicado, o CDSHB invoca o relatório de auditoria à execução do Contrato de Gestão do Hospital de Braga, do Tribunal de Cantas, datado de novembro de 2016, no qual é recomendado que "a produção anual contratada seja ajustada às necessidades da população" que a unidade serve.

O CDSHB, presidido por Luís Braga da Cruz, é composto por representantes do Hospital de Braga, e por responsáveis de várias instituições do distrito, entre as quais o arcebispo primaz de Braga, o presidente da Câmara Municipal, o reitor da Universidade do Minho, o presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, o presidente da Associação Industrial do Minho e o presidente da Direção da Associação Comercial de Braga.

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