OMS publica lista de superbactérias e alerta para urgência de novos medicamentos
DATA
01/03/2017 12:03:26
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Jornal Médico
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OMS publica lista de superbactérias e alerta para urgência de novos medicamentos

A OMS instou o mundo a criar novos medicamentos para combater 12 superbactérias que resistem aos antibióticos e que ameaçam levar a uma explosão de doenças incuráveis.

Os agentes patogénicos “prioritários”, segundo a lista da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluem germes que causam infeções mortais na corrente sanguínea, nos pulmões, cérebro ou aparelho urinário, e que não respondem a uma cada vez maior lista de medicamentos.

“A resistência aos antibióticos está a crescer e estamos a ficar sem opções de tratamento”, afirmou a diretora-geral-adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny, que publicou a lista, no topo da qual aparecem as Acinetobacter baumannii, um grupo de bactérias que provoca patologias diversas, que vão desde a pneumonia até infeções em feridas.

A responsável alertou que se funcionar apenas a lei do mercado, os novos antibióticos não serão desenvolvidos a tempo, pelo que é necessário que os governos criem políticas para aumentar o financiamento público e privado na investigação de novos medicamentos.

A OMS já tinha advertido que se nada for feito numa era pós-antibiótico as infeções comuns ou pequenos ferimentos podem transformar-se em assassinos, considerando que as bactérias podem desenvolver resistência aos fármacos quando as pessoas tomam doses incorretas de antibióticos, e que estirpes resistentes podem ser contraídas diretamente de animais, da água, do ar ou de outras pessoas.

Os germes da lista da OMS – que é dividida em três categorias e que inclui entre as bactérias mais preocupantes a salmonella e a Staphylococcus aureus – foram escolhidos com base na gravidade das infeções que causam, na facilidade com que se propagam, no número de fármacos em uso e nos novos antibióticos que estão a ser estudados.

Uma das prioridades são superbactérias resistentes a antibióticos que estão muitas vezes em hospitais, clínicas e entre pacientes que dependem de ventiladores e cateteres.

Na lista estão ainda bactérias resistentes aos medicamentos e que causam doenças “mais comuns” como gonorreia ou intoxicação alimentar induzida por salmonela. 

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