Alzheimer: Investigadoras britânicas propõem nova forma de combater a doença
DATA
03/03/2017 10:52:56
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Jornal Médico
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Alzheimer: Investigadoras britânicas propõem nova forma de combater a doença

O reforço de uma proteína que protege as células pode retardar a progressão da doença de Alzheimer, sugerem as conclusões de um estudo levado a cabo por duas investigadoras britânicas.

Fiona Kerr e Linda Partridge usaram experiências com ratos e com moscas da fruta para demonstrarem que o bloqueio de um inibidor da proteína protegeu os neurónios dos animais do desenvolvimento dos sintomas da doença.

O estudo, publicado na revista científica PLOS Genetics mostrou que o inibidor Keap1, que bloqueia a proteína protetora Nrf2, é um alvo promissor para medicamentos contra o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

A proteína Nrf2 protege as células do cérebro de condições adversas, mas por razões desconhecidas os seus níveis decrescem nos neurónios de pessoas afetadas por Alzheimer. Tentativas de ativar a Nrf2 provocaram efeitos tóxicos. Os cientistas têm usado as moscas da fruta para investigar o Keap1, um inibidor da Nrf2.

Segundo o estudo agora publicado, bloqueando a interação entre o Keap1 e a Nrf2 nos cérebros das moscas pode prevenir-se os efeitos prejudiciais da proteína chamada peptídeo beta-amiloide, que cria as placas no cérebro características dos doentes de Alzheimer. O mesmo resultado foi conseguido nas células de ratos.

O estudo demonstra que reforçando a Nrf2, ao bloquear o seu inibidor (Keap1), pode proteger-se os neurónios dos ratos dos efeitos do Alzheimer causados pelo peptídeo.

“Com o envelhecimento da nossa população a incidência da demência está a aumentar drasticamente e há a necessidade urgente de descobrir novos medicamentos que protejam as células nervosas e parem a progressão da doença”, disse Fiona Kerr.

“As nossas descobertas são importantes porque ao bloquear o Keap1 e ao aumentar a atividade da proteína Nrf2, protetora das células, há o potencial de prevenir esta perda de células nervosas na doença de Alzheimer e em outras formas de demência”, sublinhou a investigadora.

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