Estados-membros definem 12 passos para reduzir impacto de doenças crónicas na UE
DATA
03/03/2017 11:04:29
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Jornal Médico
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Estados-membros definem 12 passos para reduzir impacto de doenças crónicas na UE

Um documento com 12 passos para reduzir o impacto das doenças crónicas na União Europeia (UE), que leva em conta as “diferentes conjunturas nacionais” e pretende envolver os cidadãos em risco e os com doença crónica, foi aprovado esta semana em Bruxelas, e apresentado na conferência final da Ação Conjunta Europeia nas Doenças Crónicas e na Promoção do Envelhecimento Saudável (JA-CHRODIS).

Para Rogério Ribeiro, investigador do Centro de Educação e Investigação da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), uma das organizações que representou Portugal na conferência do JA-CHRODIS, o diagnóstico está feito, mas era necessário encontrar uma forma de a Comissão Europeia (CE) conseguir ajudar os Estados-membros numa resposta às doenças crónicas.

A partilha dos melhores exemplos e a necessidade de acautelar as particularidades de cada país, como o caso de Portugal, onde existe uma grande prevalência de idosos com mais do que uma doença, foram abordados neste encontro.

O documento dos 12 passos para reduzir o impacto das doenças crónicas foi apresentado pelo coordenador do JA-CHRODIS, Carlos Segovia, que o classificou como uma “ferramenta prática para inspirar e guiar profissionais de saúde e decisores políticos na promoção do envelhecimento saudável e na prevenção, gestão e tratamento das doenças crónicas”.

Os passos têm em consideração as diferentes conjunturas nacionais, realçando a conceção, monitorização e avaliação de projetos, o envolvimento dos cidadãos em risco e dos cidadãos com doença crónica, a educação e a formação, a colaboração intersectorial, a boa governança, a equidade, entre outras recomendações.

Para Rogério Ribeiro, esta conferência “mostrou que existe agora um caminho e uma metodologia de trabalho claros para avançarmos para a aplicação no terreno das lições aprendidas e soluções desenhadas em diálogo europeu nas áreas da promoção da saúde ao longo do ciclo de vida, da prevenção e gestão das doenças crónicas, principalmente da diabetes”.

As doenças crónicas representam 70% a 80% do orçamento para a saúde na UE. Segundo o Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, “mais de meio milhão de cidadãos europeus em idade ativa morre prematuramente por causa das doenças crónicas, o que representa um custo elevado, quer para a sociedade, quer para a economia – 115 biliões de Euros gastos na perda de produtividade e na despesa dos sistemas nacionais de saúde”.

 

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.