Bastonário dos Médicos: “ERS não é competente e não tem razão de existir!”
DATA
03/03/2017 11:23:47
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Bastonário dos Médicos: “ERS não é competente e não tem razão de existir!”

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) não tem razão de existir e, num comunicado conjunto com a Ordem dos Médicos Dentistas, exigiu a “redução imediata” das taxas cobradas aos prestadores.

“A ERS não tem sido competente na sua função de defender os direitos dos utentes, através da efetiva regulação do acesso a cuidados de saúde de qualidade. A sua atividade tem-se concentrado na cobrança de taxas a todos os prestadores de saúde, privados e públicos”, considera Miguel Guimarães.

O bastonário avança, ainda, que o regulador da saúde “não mostrou durante todos estes anos qualquer evidência que justifique sequer a sua existência”.

Por seu lado, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, afirmou, no mesmo comunicado conjunto, que o montante reunido pela ERS, resultante das taxas cobradas aos prestadores, é “uma situação inaceitável numa altura em que tantos portugueses têm dificuldade em aceder a cuidados de saúde”.

As Ordens recordam que há anos que denunciam o “valor excessivo destas taxas cobradas pela ERS”, acrescendo que “um relatório do Tribunal de Contas vem dar-lhes razão”.

O Tribunal de Contas (TdC) recomendou “a revisão dos critérios de fixação destas taxas, de maneira a que não acabem por se refletir nos preços suportados pelos utentes. A situação tem originado a acumulação de excedentes de tesouraria, que eram de 16,9 milhões de euros em 2015, um montante suficiente para financiar a sua atividade durante quase quatro anos”.

Os representantes dos médicos e dos médicos dentistas recordam que os prestadores de cuidados de saúde são obrigados a registar-se na ERS e pagam pela taxa de inscrição 900 euros mais 25 euros por cada profissional de saúde, sendo que os prestadores pagam ainda, anualmente, uma contribuição regulatória de 450 euros por estabelecimento e 12,50 euros por cada profissional de saúde.

Segundo as duas Ordens, existem 22.565 estabelecimentos registados na ERS, os quais são explorados por 13.239 entidades.

O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas