Esclerose múltipla: menos de metade dos doentes mantém-se no ativo
DATA
09/03/2017 11:11:09
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Jornal Médico
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Esclerose múltipla: menos de metade dos doentes mantém-se no ativo

Um estudo europeu realizado com doentes portugueses com esclerose múltipla, na sua maioria mulheres, concluiu que 92% da amostra se encontrava ainda em idade ativa, sendo que destes, apenas 43% exercia funções profissionais.

A investigação, a que a Agência Lusa teve acesso, envolveu 535 doentes portugueses e será apresentada no 4.º Congresso Internacional de Esclerose Múltipla que se realiza entre quinta-feira e sábado, no Porto.

No que diz respeito aos sintomas, os investigadores referem que surgem, em média, aos 30 anos e que o diagnóstico é dado, em média, aos 36 anos.

Estes são dados nacionais que fazem parte de um estudo europeu cujo objetivo consiste em analisar os custos e a carga da doença e vão ser apresentados durante o congresso por Maria José Sá, médica neurologista responsável pela Consulta de Esclerose Múltipla no Serviço de Neurologia do Hospital São João, no Porto.

De forma global, a análise revela que “os gastos com a doença aumentaram e que, quanto mais elevado for o nível da Escala Expandida do Estado de Incapacidade [EDSS na sigla em inglês] do doente com esclerose múltipla (EM), menor a sua qualidade de vida”.

Quanto aos custos totais, o estudo revela que o maior contributo vem das terapias de modificação da doença (79%) e, em seguida, das pensões por doença/invalidez permanente.

As análises deste estudo “foram realizadas por gravidade da doença e os custos foram relatados segundo uma perspetiva societária, ajustado pela paridade do poder de compra (PPP), em 2015”.

“Globalmente, os custos médios foram de 22.800 euros PPP em EM ligeira, 37.100 euros PPP em EM moderada e 57.500 euros PPP em EM grave”, indica.

A esclerose múltipla é uma condição inflamatória crónica do sistema nervoso central e é a doença neurológica mais comum, não traumática e incapacitante em jovens adultos.

De acordo com a organização do congresso, estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2,5 milhões pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de oito mil.

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