Ministro da Saúde garante internalização do consumo de plasma para breve
DATA
14/03/2017 10:52:39
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Jornal Médico
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Ministro da Saúde garante internalização do consumo de plasma para breve

O ministro da Saúde admitiu ontem que, “em breve, o Governo estará em condições de cumprir o que prometeu” relativamente à capacidade do país internalizar o consumo de plasma e ter a menor dependência possível dos privados.

“Foi criado um grupo de trabalho e o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação [IPST] tem um mandato para executar um conjunto de políticas e de alterações instrumentais que visem corrigir a situação que levou ao desperdício do plasma português”, esclareceu Adalberto Campos Fernandes.

Questionado pelos jornalistas, à margem do Fórum Nacional Serviço Nacional de Saúde, o presidente do IPST, João Paulo Almeida e Sousa, garantiu que, a partir de maio, os hospitais portugueses poderão comprar plasma ao Instituto. A partir desse mês, “os hospitais que necessitem de plasma para transfusão ou de medicamentos derivados do plasma terão de recorrer aos mecanismos que estão previstos e que estão contemplados na circular informativa onde estão explicados todos os procedimentos a fazer”, afirmou o responsável.

“Temos indicação concreta de que todo o plasma que temos com um dos métodos de inativação já está todo comprometido para os hospitais portugueses. E, portanto, o IPST já acautelou e está a desenvolver todos os procedimentos para que sejamos, a breve trecho, reabastecidos desse tipo de plasma que é, repito, português, exclusivamente português”, frisou.

Conforme explicou aos jornalistas, o “país é autossuficiente em plasma, mas não tem quantidade que permita o fracionamento de plasma que satisfaça todas as necessidades em medicamentos derivados. Em plasma para transfusão sim, o país é autossuficiente”.

“O que pretendemos com o plano estratégico operacional é que todo o plasma português seja aproveitado, que não haja qualquer desperdício. Hoje estamos a tomar todas as medidas, todas as cautelas e todos os mecanismos estão previstos para que isso aconteça”, garantiu João Paulo Almeida e Sousa.

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