Campos Fernandes acredita em acordo com médicos

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, confessou ontem em Coimbra estar “convencido” de que um acordo com os sindicatos dos médicos, que marcaram greve nacional para 10 e 11 de maio, venha a ser possível. As declarações surgiram à margem da inauguração das novas instalações do Polo Souselas da Unidade de Saúde Familiar (USF) Coimbra Norte, obras avaliadas em cerca de 88 mil euros, informou a Administração Regional da Saúde do Centro (ARSC).

“Estou crente e convencido, que ainda temos muitos dias pela frente para que esse acordo venha a ser possível", disse Adalberto Campos Fernandes.

Questionado pela Agência Lusa, o ministro da Saúde sublinhou que “o Governo fará aquilo que sempre disse que fará, que é esgotar a via negocial até ao último minuto, num quadro de responsabilidade nacional”.

De acordo com o membro do Governo, o secretário de Estado da Saúde e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde “têm estado a trabalhar num quadro de grande abertura”, recusando a acusação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) de que a tutela “parece pretender” empurrar os médicos para o confronto.

Após uma nova reunião ontem com o Ministério da Saúde, os sindicatos médicos afirmaram que se mantêm todos os pressupostos para que a greve nacional de 10 e 11 de maio ocorra, exigindo, entre outras reivindicações, o pagamento das horas extraordinárias a 100%, a redução do número de horas de trabalho nas urgências ou a limitação da lista de utentes por médico de família.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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