Coordenador de reforma quer extinguir UCSP
DATA
26/05/2017 09:41:05
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Jornal Médico
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Coordenador de reforma quer extinguir UCSP

O coordenador nacional da reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para os cuidados de saúde primários afirmou hoje que gostava de terminar o mandato com a extinção das unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP).

“Gostaria de terminar, daqui a um ano e meio, o mandato com as UCSP extintas”, afirmou o coordenador nacional para a reforma do SNS na área dos cuidados de saúde primários, Henrique Botelho, que falava durante o debate “USF e UCSP - que modelos e que desafios?”, promovido pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), em Coimbra.

Apesar disso, o responsável admitiu que tal intenção será “difícil de concretizar”, lembrando que a reforma na área dos cuidados de saúde primários sofreu uma paragem e está agora a tentar ser relançada, com um “novo fôlego”.

Henrique Botelho defendeu que as unidades deveriam funcionar todas num contexto de Unidade de Saúde Familiar (USF) e, mais concretamente, de acordo com o modelo B.

“O conceito genuíno é a USF modelo B”, sublinhou, considerando que se deveriam acabar com as UCSP, que “nem foram criadas na sua total dimensão”.

O coordenador da reforma acredita que “só por condicionalismos de ordem financeira e de ausência ou existência de poucos estudos, é que foram criadas as USF de modelo A”.

Já o presidente Unidades de Saúde Familiar - Associação Nacional (USF-AN), João Rodrigues, sublinhou que as UCSP seguem um modelo hierárquico, mas que USF e UCSP “têm a mesma carteira de serviços” e o “mesmo processo de avaliação”.

Para o dirigente, o problema passa pela “ausência de investimento” e pela “falta de liderança”, considerando que são necessárias “pessoas capacitadas para conseguir aplicar leis que já são avançadas”.

“Estamos na era infantil da governação clínica das nossas unidades de saúde e ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde]”, realçou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, sublinhando que também tem de ser aproveitada uma "oportunidade única nos próximos anos", em que o país vai formar “dois mil médicos de família” em três anos.

“Temos de apanhar esta onda, esta oportunidade geracional”, de forma a serem criadas unidades de saúde de proximidade, defendeu Rui Nogueira, que também participava no debate.

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Editorial | Jornal Médico
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