Ministro da Saúde acredita na “reconstrução de um país” com rigor orçamental e social
DATA
26/05/2017 09:47:06
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Jornal Médico
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Ministro da Saúde acredita na “reconstrução de um país” com rigor orçamental e social

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou ontem que é possível “reconstruir um país” conciliando rigor orçamental com responsabilidade social, referindo que não se deve ir buscar meios “aos mais pobres e mais fracos”.

“Temos feito um esforço grande há cerca de ano e meio para provar que é possível reconstruir um país devastado, conciliando rigor e exigência orçamental com responsabilidade social”, afirmou Campos Fernandes durante o primeiro aniversário do “Programa Abem: Rede Solidária do Medicamento”, que decorreu no Seixal.

O ministro da Saúde referiu ainda que “para recuperar um país, não tem que ser em cima da devastação dos mais pobres e mais fracos que o Estado deve ir buscar os meios que perdeu noutras zonas, que não devia ter perdido se estivesse mais atento e vigilante”.

Adalberto Campos Fernandes elogiou o “projeto Abem”, lançado pela Associação Dignitude com o objetivo de permitir a todos os portugueses em situação de carência o acesso aos medicamentos de que precisam.

“O Estado não deve demitir-se das suas responsabilidades de serviço público, mas não existe nenhum Estado do mundo que consiga fazer tudo sozinho”, afirmou.

O ministro adiantou que o Governo tem estado a trabalhar em conjunto com a indústria farmacêutica, a nível nacional e internacional, para que os medicamentos sejam cada vez mais baratos e que os genéricos de qualidade sejam mais acessíveis.

“Nestes primeiros quatro meses do ano, as famílias portuguesas estão a pagar menos pelos medicamentos do que no período homólogo”, salientou.

O presidente da Associação Dignitude, Paulo Duarte, afirmou que o “projeto Abem”, que assinalou ontem a entrega da primeira caixa de medicamentos, já ajudou 920 famílias, o que se traduz num total de 2113 beneficiários, um quarto das quais são crianças.

“Este projeto congrega as entidades do setor social e da saúde, como a indústria farmacêutica, farmácias, Cáritas, Plataforma Saúde e Dialogo, a Confederação Nacional das IPSS e a União das Misericórdias Portuguesas, tendo como objetivo criar condições para que os portugueses não fiquem sem medicamentos devido às condições económicas. Um em cada cinco portugueses não tem condições para adquirir todos os medicamentos que necessita”, afirmou.

Segundo o governante, o projeto está em seis distritos e quer chegar aos 18 distritos do país e, de forma gradual, atingir as 50 mil pessoas.

“Precisamos de apoio e de fazer as coisas bem-feitas. As famílias são referenciadas de acordo com a sua situação. Temos contributos das farmácias no programa, da indústria farmacêutica, de eventos, do envolvimento das autarquias e vamos envolvendo gradualmente mais entidades”, salientou.

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Editorial | Jornal Médico
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