Fundação Portuguesa do Pulmão defende aumento de preço do tabaco e multas para "prevaricadores"
DATA
31/05/2017 10:01:15
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Jornal Médico
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Fundação Portuguesa do Pulmão defende aumento de preço do tabaco e multas para "prevaricadores"

Proibir fumar nicotina em todos os locais fechados, multar o “prevaricador” que fume em sítios proibidos, aumentar “exponencialmente” o preço do tabaco e comparticipar as drogas para desabituação tabágica são medidas hoje defendidas pela Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP).

Em entrevista à Agência Lusa, no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, que é hoje assinalado, o presidente da FPP, José Alves, destacou quatro políticas “fundamentais” antitabágicas, a começar pela proibição de fumar nicotina, seja tabaco aquecido, seja tabaco normal, seja nicotina eletrónica, em todos os lugares fechados. Penalizar o “prevaricador” que fume em locais proibidos é a segunda medida que o presidente da FPP destaca.

“Nunca ninguém apanhou multas por estar a fumar em sítios proibidos”, defende o responsável, referindo: “quando na autoestrada vamos a 160 quilómetros por hora apanhamos uma multa”. Outra medida que José Alves considera “urgente” é a do aumento exponencial do preço do tabaco.

“Atualmente, um maço de tabaco custa cinco euros (…), há 10 anos, na Irlanda, um maço de tabaco, com 20 cigarros, custava 20 euros”, alerta José Alves, sublinhando que o valor dos maços de tabaco tem de aumentar.

O quarto ponto fundamental para combater o vício do tabaco é, para o presidente da FPP, o Estado comparticipar as drogas para a desabituação tabágica quando “clinicamente se justifique”.

“Clinicamente”, porque, explicou o clínico, há fumadores que decidem deixar de fumar num dia, “compram a droga comparticipada pelo Estado e param de a tomar” nos dias seguintes, lamentou, declarando que o Estado não deve ser penalizado por “tíbias tentativas de deixar de fumar”.

Reverter os proveitos dos impostos para realizar campanhas antitabágicas ou proibir fumar os ocupantes de todos os veículos motorizados são outras das medidas defendidas pela FPP.

Em Portugal, e no mundo ocidental, as principais causas de morte são o acidente vascular cerebral, doenças cardiovasculares, cancro e doença pulmonar obstrutiva crónica, “todas elas ligadas com o tabaco”.

O hábito de fumar mata em Portugal 12 mil pessoas por ano, ou seja, 32 mortes por dia. A estimativa da Organização Mundial de Saúde é a de 20 mil mortes por dia em todo o mundo e 7 milhões ao ano.

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Editorial | Jornal Médico
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