Tem restrições alimentares? Então esta aplicação pode ser-lhe útil
DATA
02/06/2017 10:39:44
AUTOR
Jornal Médico
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Tem restrições alimentares? Então esta aplicação pode ser-lhe útil

Um grupo de alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desenvolveram uma aplicação móvel que ajuda as pessoas com restrições alimentares a escolherem e a comprarem os alimentos de forma segura, alertando-as sobre os produtos que podem ser perigosos.

Esta aplicação, designada de “NutriSafe” alerta os consumidores com restrições alimentares, fornecendo-lhes dados sobre a informação nutricional e os ingredientes do produto, bem como os “semáforos” nutricionais (conteúdo em açúcar, sal, gordura e gordura saturada), explicou à Agência Lusa um dos criadores, Manuel Zamith.

Para além disso, informa sobre as informações nutricionais (como “baixo valor energético” ou “alto teor de fibra”) e alerta os consumidores, de forma personalizada, caso o produto possa ser potencialmente inseguro, de acordo com as configurações do perfil de cada utilizador.

Este é um dos 20 projetos desenvolvidos por 111 estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no âmbito da unidade curricular Laboratório de Gestão de Projetos (LGP), e que serão apresentados hoje, a partir das 14:00 horas, durante o evento “LGP Challenge” naquela instituição.

De acordo com Manuel Zamith, as informações são obtidas com a leitura do código de barras do produto alimentar, realizada através das câmaras dos 'smartphones'.

Apesar de a equipa responsável pela criação desta solução ter dado “especial atenção” aos consumidores com restrições, esta aplicação destina-se a “todas as pessoas que queiram conhecer melhor os alimentos que consomem”, esclareceu.

O aluno acredita ser esse o fator diferenciador da “NutriSafe”, que pode ser “muito apreciada” por quem sofre de alergias, intolerâncias ou que, simplesmente, não deseja ingerir um determinado ingrediente.

No futuro, pretende-se que a aplicação seja numa ferramenta de ajuda no trabalho dos nutricionistas, podendo estes acompanhar os pacientes e garantir o seu bem-estar.

Embora existam soluções no mercado que fazem igualmente leitura do código de barras de alimentos, o aluno explicou que as funções dessas mesmas aplicações passam apenas por contar calorias ou fornecer dados fitness, ajudando os utilizadores com a dieta e um estilo de vida saudável.

“Essa não é, de todo, a intenção da NutriSafe”, indicou, acrescentando que o que se pretende é “atacar problemas de maior dimensão”, relacionados com “a saúde pública”.

No projeto que deu origem à “NutriSafe” estão envolvidos, para além de Manuel Zamith, elementos da FEUP provenientes das áreas de Engenharia de Software, Multimédia, Engenharia de Serviços, Gestão, Informática e Computação, bem como da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.