INSA: modernizado sim, privatizado não

O ministro da Saúde rejeitou ontem qualquer intenção de privatizar ou alterar a estrutura do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), embora reconheça que o organismo precisa de se modernizar.

Os deputados do PCP questionaram ontem Adalberto Campos Fernandes sobre um grupo de trabalho que estaria a ponderar uma possível integração do INSA na Universidade Nova de Lisboa.

Para o ministro, a discussão em torno desta questão “ganhou dimensões desproporcionadas”, negando qualquer intenção de privatizar o instituto.

“Está fora de questão qualquer procura de privatização do INSA. O Governo não tem a mínima intenção de alterar a estrutura do laboratório de Estado”, afirmou Campos Fernandes aos deputados.

Contudo, o governante diz que o INSA precisa de se modernizar e de se relançar internacionalmente, sobretudo ao nível da investigação.

O presidente do Instituto Nacional de Saúde já tinha rejeitado, no final do mês passado, uma integração da instituição na Universidade Nova de Lisboa, mas sublinhou a necessidade de ser feita uma avaliação externa para reestruturar o organismo.

O presidente do INSA afirmou que, em nenhum momento, foi referido pelo Ministério da Saúde um desmantelamento, uma separação ou uma integração do instituto na Universidade.

“A intenção da Nova poderia ser diferente, mas o INSA nunca ponderou aceitar uma integração”, disse.

Fernando Almeida afirmou que o intuito da direção do instituto é “reforçar as capacidades de resposta” e a capacidade de investigação, sendo útil criar pontes com outras instituições, nomeadamente universitárias.

Fernando Almeida aludiu, na altura, à existência de dois grupos de trabalho que envolviam o INSA, um deles constituído por peritos para avaliar a necessidade de Portugal ter uma Agência de Investigação Clínica e Biomédica.

O outro grupo resultou, segundo o responsável, “de uma aproximação da Nova com a anuência dos ministros da Saúde e da Ciência e Ensino Superior”. O objetivo deste grupo seria encontrar soluções para consórcios, com vista a melhorar a capacidade de investigação.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.