Especialista defende: cancro não pode ser erradicado
DATA
05/07/2017 09:52:01
AUTOR
Jornal Médico
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Especialista defende: cancro não pode ser erradicado

A diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico Champalimaud, Fátima Cardoso, defendeu ontem que não é possível erradicar o cancro, embora seja tratável, apontando como um dos desafios da investigação clínica a resistência de tumores aos tratamentos.

As declarações da especialista à Agência Lusa surgiram no final da sessão “Ciência e cancro: desafios para a investigação”, no encontro Ciência '17, que termina na quarta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa.

“O cancro, como doença, não vamos conseguir eliminar", frisou, assinalando que se trata de “uma doença das células que se alteram”.

Para a médica, é possível viver com alguns cancros, tratá-los e matá-los. Mas a cura da doença, no sentido generalizado do termo, considera que não é possível.

“São alterações nossas”, no organismo, suscitadas, em grande parte, por “diversas agressões ao longo da vida”, sublinhou, referindo que o cancro se tornou numa epidemia, não no sentido de doença infeciosa - porque não o é -, mas devido ao “número de casos que não para de aumentar”.

De acordo com estatísticas citadas pela oncologista, estima-se que, em média, uma em cada duas pessoas adultas possa vir a ter um cancro nos próximos 15 anos.

O estilo de vida, a alimentação, o abuso de álcool e tabaco são alguns dos fatores que potenciam o aparecimento da doença.

Como desafios para a investigação clínica, Fátima Cardoso elencou a resistência de certas células cancerígenas aos tratamentos e a terapêutica direcionada para cada tipo de doente, para que os tratamentos sejam mais eficazes, mas menos tóxicos.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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