Médicos preocupados com estado atual da urgência pediátrica do Hospital D. Estefânia
DATA
04/09/2017 10:12:11
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Jornal Médico
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Médicos preocupados com estado atual da urgência pediátrica do Hospital D. Estefânia

Os assistentes hospitalares do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, estão preocupados com o estado atual do serviço de urgência pediátrica e receiam que comprometa a segurança de utentes e profissionais.

Os assistentes hospitalares enviaram ao Sindicato Independente dos Médicos (SIM) um abaixo-assinado “suportado circunstancial e objetivamente” onde manifestam a sua preocupação com “o atual estado do serviço de urgência pediátrica”.

A divulgação foi feita na página do SIM, que, contudo, não adianta mais pormenores sobre a situação, indicando apenas que será dado conhecimento formal à Ordem dos Médicos e ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a que pertence o D. Estefânia.

Ainda sobre o mesmo Centro Hospitalar, o SIM refere ter recebido queixas relativas à escala de urgência de Ortopedia do Hospital S. José que durante o mês de setembro não será constituída nem por metade dos elementos exigidos pelo colégio de especialidade.

“A escala de urgência de ortopedia do CHLC para o mês de setembro apresenta em mais de metade dos dias apenas dois elementos (um especialista e um interno) e na outra metade dos dias apresenta apenas três elementos. Assim, em termos quantitativos, a escala não é constituída nem por metade dos elementos exigidos pelo colégio de especialidade”, refere a queixa divulgada pelo SIM.

Em agosto, na última reunião do Fórum Médico ficou decidido promover a denúncia pública “das deficiências, insuficiências e injustiças no sistema nacional de saúde e, em particular, no Serviço Nacional de Saúde”.

Contactada pela Agência Lusa, a administração CHLC reconhece que “está a par da situação mencionada” e garante que “tem envidado todos os esforços no sentido de resolver os constrangimentos verificados o mais depressa possível”.

Especificamente sobre o caso da urgência de ortopedia em São José, a administração vinca que os esforços “passam pela reorganização do encaminhamento nas urgências dos doentes da especialidade de Ortopedia e, ainda, através da contratação de mais ortopedistas, processo esse que se encontra em curso”.

Na resposta escrita à Agência Lusa, a administração diz ainda que “mantém a confiança no profissionalismo, dedicação e responsabilidade das equipas multidisciplinares, que prestam cuidados de saúde de excelência aos seus utentes”.

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Editorial | Jornal Médico
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