Venezuela: há 900 contentores de medicamentos sem autorização para entrar naquele país
DATA
12/09/2017 11:16:19
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Jornal Médico
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Venezuela: há 900 contentores de medicamentos sem autorização para entrar naquele país

A oposição venezuelana denunciou ontem que o Governo do Presidente Nicolás Maduro se nega a autorizar a entrada no país de 900 contentores de medicamentos provenientes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

“O Governo nacional (venezuelano) não dá autorização, no seu empenho por fazer que o mundo acredite que aqui não há uma crise humanitária e isso é sumamente grave”, denunciou o deputado José Gregório Correa.

Em declarações aos jornalistas, em Caracas, o deputado, que também é presidente da Comissão de Assuntos Interiores, Segurança e Defesa do Parlamento do Mercosul (Parlasul), questionou a importância que tem “vida dos venezuelanos” para o Governo.

Como exemplo da gravidade da situação, explicou que “Cojedes é o segundo estado (venezuelano) com escassez de medicamentos à escala nacional”.

“Segundo as estatísticas, duas pessoas faleceram como consequência da escassez de medicamentos, sem contar o péssimo funcionamento dos hospitais e a sua decadente dotação”, denunciou.

Para o parlamentar, negar a entrada de medicamentos para as pessoas “é um crime que lesa a humanidade”. E vai mais longe: “Numa situação como está, é realmente não humano que por diferenças políticas não permitam o ingresso. O que de verdade deveria importar ao Governo é preservar a vida dos cidadãos.”

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população para encontrar alguns tipos de medicamentos, entre eles os tratamentos para hipertensão, diabetes e cancro. De acordo com os funcionários de várias farmácias, quando os medicamentos chegam, têm custos elevados para grande parte da população e dão como exemplo os comprimidos para a hipertensão, cujo tratamento para 15 dias custa mais de 50% do salário mínimo mensal.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: