Taxa de dispositivos médicos vai levar a cortes no fornecimento ao SNS
DATA
17/10/2017 09:45:09
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Jornal Médico
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Taxa de dispositivos médicos vai levar a cortes no fornecimento ao SNS

A Associação Portuguesa de Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) alertou ontem para o facto de uma contribuição extraordinária de 2,5% a 7,5% conduzir ao corte do fornecimento de dispositivos médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre outras consequências.

A posição da APORMED surge após ser conhecida a intenção do Governo de criar uma contribuição extraordinária de 2,5% a 7,5% a aplicar aos dispositivos médicos em 2018, com a qual espera arrecadar 24 milhões de euros.

Além do “encerramento de algumas empresas do setor”, o “novo imposto” terá como consequência a “descontinuação de um grande número de produtos”.

A “diminuição da qualidade e da quantidade de serviços e de suporte técnico prestados” deverá ser outro resultado da medida, contemplada no Orçamento do Estado para 2018.

Para a APORMED – que representa cerca de 70% do mercado do setor das tecnologias para a saúde -, a contribuição levará a uma “certa disrupção de fornecimento de dispositivos médicos ao SNS com o respetivo impacto preocupante e negativo para o doente, para os profissionais de saúde e com impacto em saúde pública”.

A associação declina, “perante a população, qualquer responsabilidade por falhas que possam ocorrer no SNS resultantes do impacto” desta contribuição extraordinária (…) aplicada a um setor que, nos últimos anos, foi severamente castigado por medidas administrativas desta natureza que têm conduzido a uma degradação das condições de fornecimento de dispositivos médicos”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.