Portugal em “lote muito restrito de países” para receber Agência do Medicamento
DATA
18/10/2017 10:47:48
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Jornal Médico
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Portugal em “lote muito restrito de países” para receber Agência do Medicamento

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CMP), Emídio Sousa, revelou ontem que Portugal “está num lote muito restrito de países que reúnem condições para receber” a sede da Agência Europeia do Medicamento.

O também presidente de Câmara de Santa Maria da Feira, que anunciou a cedência da presidência da CMP a um autarca do PS, afirmou, em conferência de imprensa, que na passada semana esteve em Bruxelas a fazer lobby no Parlamento Europeu, “com personalidades importantes do Partido Popular Europeu”.

“Foi importante porque, neste momento, estão a organizar-se sindicatos de voto porque vai haver uma primeira ronda e depois um conjunto mais pequeno de países passará para uma segunda ronda”, disse.

Emídio Sousa explicou que “cada país dá três votos à primeira opção, e dois à segunda opção, o que significa que todos os países com candidatura” vão dar mais votos ao seu próprio candidato.

“Portanto, o importante é captar os dois votos que dão acesso à próxima ronda. Os votos espanhóis estão seguros, tal como os da Suécia, e mais dois ou três países que não se pode revelar. A candidatura portuguesa fez um trabalho de diplomacia que indica que vamos passar à segunda ronda”, assegurou, acrescentando que na fase seguinte importa captar os votos dos que não passam.

O autarca realçou ainda as possibilidades de investimento que uma “das agências mais cobiçadas na Europa” pode gerar, não só na região Norte e na Área Metropolitana do Porto, mas também no concelho de Santa Maria da Feira, no qual já lhe foram garantidos “investimentos significativos”.

“Falamos de 900 trabalhos altamente qualificados de meio académico, científico, cultural, hotelaria, restauração, transportes. Mexe com tudo isto. Não é por acaso que estou empenhadíssimo nesta candidatura”, explanou.

Finalizou, garantindo que já fez “contactos ao mais alto nível”, em Bruxelas, para atrair para Santa Maria da Feira “empresas de investigação e farmácia muito importantes”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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