Nova unidade de queimados pediátricos vai ser criada na região Norte
DATA
27/10/2017 09:38:01
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Jornal Médico
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Nova unidade de queimados pediátricos vai ser criada na região Norte

Vai ser criada uma nova unidade de queimados pediátricos na região Norte, tendo em conta que a única existente em Portugal, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, é “insuficiente”.

A medida consta de um despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, a publicar hoje em Diário da República, e levou em conta o “impacto nos serviços de saúde” dos incêndios “com consequências trágicas”, ocorridos a 17 de junho e 15 de outubro.

O diploma recorda que existem cinco centros nacionais para referenciação de doentes queimados graves, após avaliação e estabilização: Centro Hospitalar de São João (Porto), Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Centro Hospitalar Lisboa Central e o Hospital da Prelada.

Nestas cinco unidades de queimados existem 35 camas, ou seja, uma cama por 285.390 habitantes, “ligeiramente inferior à média dos países europeus em que existe uma cama por 225.700 habitantes”.

Para o tratamento das crianças queimadas existe atualmente uma única Unidade de Queimados Pediátricos, situada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, o que “é insuficiente, pelo que se considera necessário um aumento da capacidade de resposta, a nível nacional, com a criação de uma unidade no Norte do país”.

O despacho determina ainda a instalação de “um sistema de informação de gestão de vagas nas unidades de queimados e nas unidades de cuidados intensivos”, no qual deverão participar os sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), em articulação com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e a Comissão Nacional de Trauma.

O INEM deverá “proceder à análise das melhores condições para o transporte do doente queimado em estado grave, conforme o estado da arte, por via terrestre e aérea, sistematizando os investimentos necessários num plano de implementação específico, seja em meios materiais, seja na formação profissional das suas equipas, muito especialmente as equipas médicas”, lê-se no despacho.

Os planos de implementação destas medidas têm agora até quatro meses para serem elaborados.

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Editorial | Jornal Médico
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