Doença crónica: Estatuto do Cuidador Informal e equidade no acesso precisam-se!
DATA
02/11/2017 15:30:53
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Doença crónica: Estatuto do Cuidador Informal e equidade no acesso precisam-se!

Em Portugal, existem “manifestas desigualdades entre doentes crónicos no acesso e comparticipação de medicamentos”. 

Há patologias em que os doentes têm todos os medicamentos gratuitos, outras em que só alguns são gratuitos e outras ainda onde não existe qualquer comparticipação específica.

Esta disparidade de critérios de acesso e comparticipação de medicamentos ajuda a fundamentar a necessidade de criar o Estatuto de Doente Crónico como forma de garantir a equidade no acesso aos cuidados de saúde.

As conclusões dão da conferência “Doença Crónica: Um Desafio Social para o Século XXI”, promovida pela Plataforma Saúde em Diálogo e que decorreu no passado dia 25 de outubro, em Lisboa. Em debate estiveram questões relacionadas com o impacto da evolução demográfica nos cuidados de saúde. Quem cuida e quem irá cuidar de nós foram as questões-chave da iniciativa.

Os intervenientes na conferência apontaram para a necessidade de criar um Estatuto do Cuidador Informal e do reconhecimento do papel das associações de doentes num país com “sobreutilização dos serviços de saúde e recursos humanos sem preparação adequada”, ainda incapaz de dar a resposta adequada aos portadores de doenças crónicas.

Aumentar a percentagem de população saudável e reduzir patologias evitáveis com a aposta na prevenção, além da promoção da literacia ligada à saúde, são outras conclusões desta conferência, que teve lugar no auditório da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Os intervenientes consideraram “indispensável” a articulação entre os ministérios – designadamente o da Saúde e o do Trabalho e da Solidariedade – para partilha e articulação de informações relacionadas com as doenças e os serviços e circuitos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com a Comissão Europeia, as doenças crónicas são a causa de 86% de todas as mortes na União Europeia. A conferência contou com a participação, entre outros, do presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Jorge Soares, da ex-ministra da Saúde Maria de Belém Roseira, de representantes de diversas Associações de Doentes, da presidente da Plataforma Saúde em Diálogo, Rosário Zincke, do presidente da ANF, Paulo Cleto Duarte, e de deputados em representação dos grupos parlamentares do PSD, PS, CDS e PCP.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas