Costa promete a técnicos de saúde concentrados no Porto falar com ministérios
DATA
06/11/2017 10:33:07
AUTOR
Jornal Médico
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Costa promete a técnicos de saúde concentrados no Porto falar com ministérios

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou no sábado a técnicos de saúde que se manifestavam no Porto que ia “falar com o ministro da Saúde e das Finanças” sobre as reivindicações dos profissionais em greve desde quinta-feira, por tempo indeterminado.

Um grupo de mais de 20 técnicos de diagnóstico e terapêutica revolveram, a “título cívico”, concentrar-se à porta da Fundação Engenheiro António de Almeida, no Porto, onde António Costa se deslocou para um debate sobre o Orçamento do Estado para 2018, para entregar ao primeiro-ministro uma carta em que resumem as reivindicações e críticas, nomeadamente o facto de “serem os únicos licenciados da função pública que não recebem como licenciados”, explicou à Lusa a porta-voz do grupo, Gina Pinto.

O primeiro-ministro subiu a rua a pé e deslocou-se diretamente para junto dos técnicos de saúde, tendo-se comprometido a ler a missiva e a “falar com o ministro da Saúde e das Finanças”, após o que deixou o local saudado com aplausos.

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica estão desde quinta-feira numa greve por tempo indeterminado, um protesto que pretende que o Governo cumpra o prometido aos sindicatos relativamente à regulamentação da carreira que estes profissionais esperam há 18 anos.

Os sindicatos consideram que “tem havido uma grande obstrução da parte do Ministério das Finanças” para dar continuidade às negociações e, por isso, “pedem responsabilidades ao primeiro-ministro”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.