ARS Centro reformula Grupo de Crise para Catástrofes
DATA
09/11/2017 10:23:27
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


ARS Centro reformula Grupo de Crise para Catástrofes

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou ontem a reformulação do seu grupo de crise, criado em junho, passando a denominar-se Grupo de Crise para Catástrofes e a integrar mais entidades ligadas ao setor.

Em nota de imprensa enviada à Agência Lusa, a ARSC informa que o novo organismo inclui responsáveis dos seis agrupamentos de centros de saúde da região, das unidades locais de saúde e dos centros hospitalares e que, na primeira reunião, realizada em Coimbra, “refletiu sobre a necessidade de uma maior coordenação dos meios existentes no terreno para evitar duplicação de recursos e de intervenções”.

O alargamento do grupo de crise “surge na sequência da experiência adquirida pelas entidades responsáveis pela prestação de cuidados de saúde com a vaga de incêndios de junho e de outubro na região Centro”.

Na nota, José Tereso, presidente da ARSC, afirma que o novo grupo de crise, que abrange toda a região Centro, “contribui para a otimização dos recursos” ali instalados e destaca a importância da experiência adquirida pelas entidades de saúde “perante uma realidade trágica e muito exigente em matéria de cuidados assistenciais”.

José Tereso defende a necessidade de se “prosseguir a dinâmica assistencial de proximidade com as populações, utilizando os recursos existentes a nível de cuidados de saúde primários em articulação com os hospitais, valorizando a intervenção das unidades de saúde mental comunitárias” e sublinha a importância da articulação de cuidados ser feita “diretamente” com as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.