Deputados municipais de Lisboa querem medidas mais eficazes para controlar surto
DATA
15/11/2017 10:34:57
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Deputados municipais de Lisboa querem medidas mais eficazes para controlar surto

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou ontem uma recomendação apresentada pelos deputados do MPT, no sentido de levar a cabo “medidas mais eficazes no controlo da legionella”, na sequência do surto que vitimou cinco pessoas.

Os deputados aprovaram por unanimidade o ponto que pedia à Câmara Municipal de Lisboa que “desenvolva ações no sentido de localizar os potenciais pontos críticos de infeção por legionella nas áreas da sua jurisdição”, e que sejam apresentadas à AML “as metodologias adotadas, no que concerne à prevenção e controlo da doença dos legionários em equipamentos municipais”.

Os eleitos querem também a verificação do “estado de funcionamento das redes prediais de água quente e de água fria (torneiras e chuveiros), dos equipamentos de climatização, das torres de arrefecimento, dos condensadores evaporativos, dos humidificadores, das piscinas climatizadas, dos equipamentos de spa, de jacúzis, de banheiras de hidromassagem, saunas, banhos turcos, fontes ornamentais interiores e exteriores, e dos sistemas de rega por aspersão/mangueira, no âmbito das competências” municipais.

Este ponto foi aprovado, mas mereceu os votos contra de BE e PEV e a abstenção do PSD.

Os eleitos pretendem também que seja solicitada ao Governo informação sobre evidências de “inspeções sanitárias dos edifícios, instalações, sistemas e equipamentos, e identificação dos principais pontos críticos, identificando e avaliando os fatores de risco das instalações, sistemas e equipamentos e verificar se estão a ser implementadas as metodologias adequadas de prevenção e controlo da doença dos legionários”.

O documento pede também que a Câmara de Lisboa “averigue a existência do cadastro das redes (telas finais) e o projeto das instalações e equipamentos municipais", e que "apresente a esta assembleia os programas de operação e manutenção das instalações e equipamentos municipais, com particular incidência na componente higiossanitária”.

Os deputados querem ainda que o executivo “elabore um programa de controlo da qualidade de água, em caso da sua não existência, e que o mesmo contemple medidas de prevenção do aparecimento da legionella”.

Estas quatro alíneas mereceram os votos favoráveis de todos os deputados, à exceção da bancada do PSD, que se absteve.

O número de casos confirmados de doença dos legionários do surto no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, subiu para 51, mais um relativamente ao balanço de segunda-feira, anunciou hoje a Direção-geral da Saúde (DGS). O surto provocou, até agora, cinco mortes.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas