Futuros médicos preocupados com a sua formação entregaram petição na AR
DATA
17/11/2017 11:20:14
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Futuros médicos preocupados com a sua formação entregaram petição na AR

Algumas dezenas de estudantes de medicina, das oito escolas médicas de norte a sul do país, entregaram hoje no Parlamento uma petição com 5.000 assinaturas por um debate sobre a formação clínica, que preocupa estes futuros médicos.

“Somos estudantes preocupados com a nossa formação e a incapacidade de cada recém-graduado ter acesso a uma vaga”, afirmou à Agência Lusa a presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM).

Com dezenas de folhas preenchidas pelas 5.000 assinaturas – de um universo de 12.000 estudantes – Ana Rita Ramalho foi a voz destes futuros médicos que defendem um “debate alargado e transversal relativo à formação médica em Portugal”.

“A incapacidade de assegurar vagas para os recém-graduados compromete a formação dos futuros médicos e ameaça a qualidade dos cuidados de saúde”, adiantou.

Apesar de já ter feito chegar ao governo uma proposta que responda à “falta de planeamento” nesta área, a ANEM não obteve resposta, pelo que avançou para a recolha de assinaturas que, perante o número reunido, terá de resultar num debate parlamentar, em comissão e em plenário.

“Os jovens médicos querem prestar os melhores cuidados médicos em Portugal e por isso querem uma boa formação”, adiantou.

O protesto acontece num dia especialmente importante para estes estudantes, uma vez que se realiza hoje o teste nacional de acesso à especialidade médica, a prova Harrison.

“Cerca de 2.500 colegas estão na sua batalha nas salas de aula e nós estamos aqui na batalha pela formação médica em Portugal”, disse.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.