Venezuela: mais de uma centena marcha para pedir canal humanitário para medicamentos
DATA
21/11/2017 10:07:56
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Jornal Médico
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Venezuela: mais de uma centena marcha para pedir canal humanitário para medicamentos

Esta segunda-feira, mais de uma centena de venezuelanos pediram ao Governo do presidente Nicolás Maduro que abra um canal humanitário para a entrada de medicamentos no país e assim reduzir o impacto da crise do setor.

“É necessário que se tomem medidas. Devem ativar-se mecanismos de ajudas internacionais (...) existe 90% de escassez de medicamentos de medicamentos para muitas patologias, pessoas com hemofilia, com cancro, com alzheimer, para transplantados que estão recusando o órgão (transplantado)”, disse o presidente da Federação Farmacêutica Venezuelana (Fefarven).

Freddy Ceballos acompanhou mais de uma centena de venezuelanos, entre eles profissionais da área, familiares e pacientes com falta de medicamentos, que marcharam até à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e as embaixadas do Canadá, Costa Rica, Peru e Alemanha, onde entregaram um documento sobre a crise no setor e a necessidade de abrir um canal humanitário.

Segundo aquele responsável, “300 mil pessoas estão em estado crítico” e à espera de conseguir medicamentos do Instituto Venezuelano da Segurança Social. “Há mais de quatro milhões de pacientes com sérias dificuldades para adquirir medicamentos", sendo necessárias "medidas urgentes” para evitar mortes, acrescentou.

Na marcha participaram ainda representantes das organizações não-governamentais (ONG) Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (Provea) e da Coligação de Organizações pelo Direito à Saúde e à Vida (Codevida).

Francisco Valência, da Codevida, afirmou que “chegou o momento de os setores políticos do país darem atenção a esta situação humanitária, que devem estar acima de qualquer negociação”.

Os venezuelanos denunciaram que há pessoas a morrer por falta de tratamento e acusaram o Governo de impedir a entrada de medicamentos e não divulgar estatísticas da Saúde, incluindo o relatório de 2016.

“Há países amigos que têm oferecido medicamentos que o Governo não quer aceitar, por razões ideológicas”, denunciou Francisco Valência, aos jornalistas.

As ONG estão ainda preocupadas com a possibilidade de a Venezuela não pagar a dívida à Organização Pan-americana da Saúde, o que agravará a situação no próximo ano.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: