ARS Norte admite “problema” de tuberculose no Porto
DATA
28/11/2017 10:55:10
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Jornal Médico
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ARS Norte admite “problema” de tuberculose no Porto

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte assumiu, ontem, a existência de “um problema” de tuberculose no Porto, desvendando que, desde março, foram identificados seis casos em toxicodependentes, um dos quais resultou em morte.

A declaração surge após a edição de domingo do Jornal de Notícias (JN) revelar que a doença está a “assustar os moradores” do bairro do Aleixo e que “já matou, pelo menos, uma pessoa do bairro”.

A ARS Norte reconhece que em março de 2017 foi “notificado um caso de tuberculose num indivíduo que frequentava o Bairro do Aleixo”, facto que levou à realização de um rastreio naquele conjunto habitacional, tendo sido avaliadas 32 pessoas sem que tivesse sido identificado qualquer outro caso da doença.

De acordo com aquela ARS, “desde essa data, foram notificados mais cinco casos de tuberculose em toxicodependentes residentes na área do ACeS Porto Ocidental, incluindo um óbito”, estando ainda “a decorrer a necessária investigação epidemiológica acompanhada pela Autoridade de Saúde local”.

Quanto à “abordagem no Bairro do Aleixo”, a ARS do Norte afirma que “está a ser feita numa perspetiva de interdisciplinaridade e cooperação intersetorial, com envolvimento da autarquia e dos parceiros sociais que trabalham no terreno”, até porque “a toxicodependência está associada a um risco acrescido de doenças infeciosas”.

Segundo a ARS, “sempre que é notificado um caso de tuberculose, a Autoridade de Saúde local, na sequência do inquérito epidemiológico e da avaliação do risco, procede ao encaminhamento para rastreio dos contactos próximos do doente”. Porém, de acordo com o JN, os moradores do bairro do Aleixo “estão assustados com o aumento de casos de tuberculose verificados naquela zona nos últimos meses” e “têm insistido com a Domus Social [empresa municipal que gere o parque habitacional da Câmara do Porto] e com a Delegação de Saúde para tentar conter a doença, mas continuam sem respostas”.

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