Mais de 70 utentes e autarcas exigem novo hospital no Seixal
DATA
28/11/2017 11:04:06
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Jornal Médico
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Mais de 70 utentes e autarcas exigem novo hospital no Seixal

Cerca de 70 pessoas manifestaram-se ontem junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, onde exigiram a construção do novo hospital no Seixal, projeto este que ainda não consta do Orçamento do Estado (OE) para 2018.

“Queremos um hospital no concelho do Seixal” e “Estamos fartos de esperar, o hospital tem de avançar” foram algumas das palavras proferidas pelos manifestantes neste protesto agendado pela Comissão dos Utentes de Saúde do Concelho do Seixal.

A ação culminou com os representantes dos utentes e autarcas do Seixal e de Sesimbra a entregarem na residência oficial de António Costa uma carta com alegações relativamente à necessidade de construção do hospital e com “as diversas incongruências que tem havido neste processo, tanto quanto ao financiamento dos projetos como à inexistência no OE2018 da verba para a sua construção”, afirmou José Lourenço, da Comissão de Utentes.

“Foram apresentados, de uma forma muito sucinta, os grandes problemas que nós temos a nível de saúde primária e do risco que representa a ida, em caso de doença aguda, para o Garcia de Orta [em Almada], que está subdimensionado para o número de situações que nós temos”, sublinhou José Lourenço, que garante “tolerância zero”, pois “não queremos um 2009 de novo”.

Em 2009 foi assinado um “Acordo Estratégico de Colaboração para o Lançamento do Novo Hospital Localizado no Seixal”, entre o Ministério da Saúde e a Câmara Municipal do Seixal, e ficou prevista a conclusão da construção para 2012, tendo chegado a ser lançado um concurso público em janeiro de 2010.

No entanto, o processo não decorreu como previsto, ultrapassando os prazos estipulados, e acabou por ser suspenso durante o primeiro Governo PSD/CDS-PP.

“A verdade é que nestes oito anos que já passaram entre 2009 e 2017 nada foi feito para que se concretizasse”, salientou o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos. Por sua vez, a vice-presidente da Câmara de Sesimbra, Felícia Costa, acrescentou que “o hospital Garcia de Orta foi criado para 150 mil pessoas e agora tem mais de 450 mil, pelo que não é viável”.

“Os munícipes estão a deslocar-se para o hospital de São Bernardo, em Setúbal, que está neste momento também em situação de rutura”, afirmou a autarca, que garante que se trata de “uma luta que continua e continuará até que o hospital do Seixal seja uma realidade. Hoje, há pessoas a morrer pelo tempo de espera no Garcia de Orta”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.