Ordem dos Enfermeiros alerta para “caos” devido à gripe e questiona manutenção do ministro
DATA
04/12/2017 18:01:06
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Ordem dos Enfermeiros alerta para “caos” devido à gripe e questiona manutenção do ministro

A Ordem dos Enfermeiros alertou, para eventuais complicações nos hospitais e centros de saúde devido à gripe. Na ausência de reforço dos serviços, culpa o ministro da Saúde e questiona a manutenção do mesmo no cargo.

Num comunicado repleto de acusações ao ministro, a Ordem dos Enfermeiros (OE) fala da gripe, mas também de questões laborais e salariais, e reafirma a falta de profissionais, concluindo que a Ordem “questiona a continuidade do atual ministro da Saúde no cargo”.

Adalberto Campos Fernandes, que “não responde às interpelações da OE desde julho”, nada fez “até ao momento” para reforçar os serviços de saúde apesar do aviso da Direção-Geral da Saúde de que o vírus da gripe pode ser particularmente perigoso este ano, diz a Ordem.

“Os hospitais continuam sem autorização para contratar enfermeiros para o período de contingência da gripe”, diz-se no comunicado.

Depois, lê-se no documento, os hospitais devem milhares de horas aos enfermeiros, o ministro apresenta números “falsos” de contratações (porque conta com substituições de enfermeiros de baixa), e falta contratar 30 mil enfermeiros para chegar à média dos países mais desenvolvidos.

A média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) é de 9,1 enfermeiros por mil habitantes, com Portugal a atingir apenas os 6,1, diz a OE.

Em quase todos os hospitais não se atinge o número mínimo de enfermeiros, mas o ministro não só não responde às exposições da Ordem como aumenta o conflito através, por exemplo, de cortes de vencimentos aos enfermeiros especialistas que participaram em ações de protesto, e marcação de faltas a quem participou em greves.

Esta questão, a acumular com “as polémicas públicas” relacionadas com a legionella ou com o Infarmed, leva a Ordem a questionar a continuidade do ministro.

O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas