VIH/sida: Portugal mantém tendência decrescente em novos casos
DATA
04/12/2017 18:12:55
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Jornal Médico
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VIH/sida: Portugal mantém tendência decrescente em novos casos

Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de diagnósticos de infeção por VIH e sida, registando, em 2016, 1.030 novos casos, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O INSA publicou, no passado dia 30, o Relatório Infeção VIH e SIDA – Situação em Portugal em 2016, elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do seu Departamento de Doenças Infecciosas, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH, sida e Tuberculose da Direção-Geral da Saúde.

O relatório reúne informação epidemiológica que caracteriza a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2016, obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e sida que o INSA recebe e analisa desde 1985.

Os dados apresentados neste relatório revelam que Portugal mantém a tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos de infeção por VIH e sida, observada desde o ano 2000, embora as taxas continuem a ser das mais elevadas na União Europeia.

O documento salienta que se encontram registados cumulativamente, até 30 de junho de 2017, 56.001 casos de infeção por VIH, dos quais 21.614 são casos de sida, em que o diagnóstico aconteceu até final do ano passado.

De acordo com a informação epidemiológica obtida a partir das notificações de casos de infeção, em 2016 foram diagnosticados 1.030 novos casos de infeção por VIH em Portugal.

A responsável pela vigilância da infeção por VIH e sida no Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, Helena Cortes Martins, destaca o “predomínio de casos do sexo masculino, com idades inferiores às observadas nos casos em mulheres”. Sublinhou, de igual modo, que os novos casos referentes a homens que têm sexo com homens “foram, nos dois últimos anos, a maioria dos casos do sexo masculino, bem como dos novos diagnósticos em pessoas com menos de 30 anos”.

Helena Cortes Martins, salienta também percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em casos de transmissão heterossexual. “Em mais de metade dos novos casos (55%) de 2016 o diagnóstico foi tardio, proporção que foi mais elevada (64%) nos casos em que a transmissão ocorreu por contacto heterossexual”, explica.

A especialista revelou, ainda, que estão em curso iniciativas a nível nacional no âmbito da prevenção da infeção por VIH, do acesso atempado ao diagnóstico da infeção e da melhoria da informação epidemiológica nacional.

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