APFertilidade critica partidos de esquerda
DATA
05/12/2017 15:50:56
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Jornal Médico
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APFertilidade critica partidos de esquerda

A proposta do CDS-PP, que propunha o aumento da comparticipação de três para cinco ciclos de tratamento de procriação medicamente assistida, foi chumbada.

 

O Grupo Parlamentar do CDS-PP entregou uma proposta de alteração do Orçamento do Estado para 2018, que visava o aumento de três para cinco ciclos de tratamento de Procriação Medicamente Assistida, comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde. Esta proposta foi chumbada, com os votos contra do PS, PCP e BE (e com a abstenção do PSD).

Para a Associação Portuguesa de Fertilidade, que criticou a decisão em comunicado de imprensa, “não havia nenhum motivo para não se avançar com esta proposta”, que permitiria “uma mudança enorme na vida de muitos casais”. A associação argumenta que nem sempre é possível alcançar uma gravidez nos primeiros três ciclos e que, na maioria das vezes, o setor privado não é uma opção devido ao custo dos tratamentos, que oscilam entre os cinco mil e os oito mil euros.

A presidente da associação, Cláudia Vieira, criticou os partidos de esquerda, que inviabilizaram esta decisão: “dizem que todos devem ter os mesmos direitos e que ninguém deve deixar de ter algo essencial pelo facto de não ter possibilidades financeiras (…), afinal, o que estão a fazer é com que apenas as famílias [com problemas reprodutivos] de classes sociais mais elevadas possam continuar a perseguir o sonho de serem pais”.

Para Cláudia Vieira, a situação é “particularmente chocante” porque em reunião os grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE apoiaram a medida, porém, chumbam, agora, a proposta. “É incompreensível e inconcebível”, afirmou.

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Editorial | Jornal Médico
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