Unicef: 400.000 crianças arriscam a morte na República Democrática do Congo
DATA
12/12/2017 15:28:36
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Jornal Médico
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Unicef: 400.000 crianças arriscam a morte na República Democrática do Congo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que “400.000 crianças gravemente desnutridas podem morrer” na região do Kasai (centro), na República Democrática do Congo, que tem sido palco de violência desde setembro de 2016.

“Na região de Kasai, República Democrática do Congo, pelo menos 400.000 crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição aguda grave e podem morrer em 2018 se não forem auxiliados ”, indicou a Unicef num comunicado.

“Mais de 750.000 crianças na região sofrem de desnutrição aguda”, acrescentou.

Segundo a agência da ONU, “a situação desastrosa foi largamente causada pela violência, os deslocamentos em massa e a redução da produção agrícola nos últimos 18 meses”.

Várias províncias do Kasai mergulharam na violência em setembro de 2016 após a morte do líder local, Kamuina Nsapu, num confronto com as forças de segurança.

Os combates entre as forças de segurança e as milícias obrigaram 1,4 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas.

“A insegurança alimentar grave afeta agora grandes partes da região e as condições não devem melhorar antes de junho de 2018, pois as épocas de plantação de 2017 foram perdidas”, afirma a Unicef.

A agência, que está presente na zona desde janeiro deste ano, indica que apenas recebeu “15% do financiamento necessário para responder às necessidades nutricionais das crianças em 2017”.

A República Democrática do Congo é o país com o maior número de deslocados internos do mundo.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.