Jornal Médico Grande Público

Hospital de Guimarães já realiza ablação da fibrilação auricular
DATA
21/12/2017 15:22:08
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Hospital de Guimarães já realiza ablação da fibrilação auricular

Novo tratamento da fibrilação auricular já foi realizado com sucesso em dois doentes durante o mês de dezembro. Até agora, cerca de 100 doentes por ano tinham de se deslocar a Gaia para realizar este tratamento.

O Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães (HSOG), através do seu Serviço de Cardiologia, passou a integrar o reduzido grupo de hospitais com capacidade para o tratamento da fibrilação auricular, através da técnica de isolamento das veias pulmonares: a ablação da fibrilação auricular. No passado dia 13 de dezembro, a equipa do Laboratório de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia do Serviço de Cardiologia tratou com sucesso os dois primeiros doentes com esta nova técnica.

“O Serviço de Cardiologia está fortemente empenhado no reforço das suas capacidades técnicas e no reforço e diferenciação do Serviço Nacional de Saúde, tendo a preparação para este tipo de intervenções começado há cerca de dois anos”, refere o responsável do Serviço de Cardiologia, António Lourenço, acrescentando que “estes doentes eram referenciados ao Laboratório de Electrofisiologia do Hospital de Gaia, cerca de 100 doentes por ano, prevendo-se que essa referenciação seja progressivamente reduzida ao longo do próximo ano”.

“Até agora apenas era possível a concretização desta técnica em sete hospitais centrais do SNS: Lisboa, Porto e Coimbra. O que limitava, de um modo significativo, a acessibilidade de um número considerável de doentes a esta técnica de tratamento”, revelou.

O cardiologista do Laboratório de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia do HSOG, João Primo, afirma que “a fibrilação auricular é o distúrbio de ritmo mais frequente nos humanos, sendo a sua prevalência bastante variável consoante os estudos e métodos usados”, ou seja, em Portugal “a prevalência numa boa amostragem da população portuguesa foi fixada em 2,5%, contudo se usarmos registos eletrocardiográficos de 24 horas a prevalência total pode ser chegar aos 12,4%”, pois quanto maior o tempo de monitorização maior é a probabilidade de esta arritmia ser detetada

De acordo com João Primo, “esta arritmia preocupa muito os médicos, pois é responsável pelo aumento em duas vezes da taxa de mortalidade”.

Assim, é aconselhado o rastreio desta patologia, conseguido por palpação do pulso e registos de eletrocardiograma, que assume já grande importância, pois só assim a fibrilação auricular pode ser tratada ou prevenidas as suas consequências.

Muitos fatores contribuem para a existência de fibrilação auricular: a obesidade, a apneia do sono, a hipertensão, o sedentarismo, o exercício em excesso e certas atividades desportivas, a hipertensão, a diabetes e a insuficiência cardíaca congestiva.

“Frequentemente é necessário tratar com medicação antiarrítmica, que tem um sucesso limitado e, mais recentemente, com a ablação por cateter em que se pretende conseguir o isolamento elétrico das veias pulmonares”, Victor Sanfins, o cardiologista responsável do Laboratório de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia do HSOG.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

news events box

Mais lidas

Has no content to show!