SPMI formula 12 votos para a saúde dos portugueses em 2018
DATA
28/12/2017 12:01:35
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Jornal Médico
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SPMI formula 12 votos para a saúde dos portugueses em 2018

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), que reúne os médicos internistas, deixa, através de um comunicado, 12 votos para que em 2018 haja mais e melhor saúde em Portugal.

O comunicado, que enumera os 12 votos da SPMI, começa por exibir a preocupação com “um ambiente sustentável”, assim, fica o desejo de que “cada cidadão e profissional de saúde se torne consciente da degradação dos nossos ecossistemas, das suas causas e das consequências para todos nós”.

De seguida, é ilustrada a vontade de que “cada cidadão tenha direito a políticas, cidades, instituições que promovam estilos de vida saudáveis e seja incentivado e ajudado a abandonar comportamentos de risco”.

Em terceiro lugar, a SPMI deseja que “cada cidadão tenha acesso a cuidados de saúde com boa qualidade e em tempo adequado”, apelando, ainda, à igualdade: “não sendo penalizado pela região em que vive, pelo seu sexo, orientação sexual, cor da pele ou rendimento económico”.

Depois, voltando-se para os doentes, em concreto, pode ler-se no comunicado o desejo de que “cada doente seja respeitado nos seus direitos, tratado com humanidade, que seja informado sobre a sua condição, sinta que é tratado por uma equipa que comunica entre si, comprometida em minimizar os riscos que corre, com médicos que o tratam pelo nome e não pelo número da cama, que o tratam como uma pessoa e não como uma patologia, respeitam a sua individualidade, preocupam-se com ele e sabem o que o preocupa, que sabem quem é, o que faz ou o que fez na vida”.

“Que cada doente internado tenha direito a um ambiente que o ajude a recuperar, como o acesso a luz natural, vista da natureza, luzes indiretas, cores e cheiros agradáveis, conforto térmico, descanso noturno, música, televisão, arte nas paredes e respeito pela sua privacidade”, continua o comunicado.

No que respeita aos doentes idosos, a SPMI deseja que cada um deles “tenha direito a um internista que o assista, independentemente do serviço em que seja internado, e que possa ter a opção de  ser internado na sua casa”.

Em sétimo lugar, o desejo é de que “nenhum doente permaneça no hospital depois de ter alta, por ter sido abandonado pela sua família, por estar à espera de cuidados continuados, pela falta de resposta da Segurança Social ou da rede de cuidados paliativos”.

De seguida, a SPMI debruça-se sobre a importância da conexão entre os distintos cuidados de saúde, para que os doentes não se sintam “perdidos” quando passam “do hospital para os cuidados primários ou cuidados continuados, paliativos ou a assistência social”.

Apelando aos cidadãos, pode ler-se o desejo de que todos compreendam que na medicina “ainda há muita incerteza e insucesso e que o nosso poder é mais limitado do que os media podem fazem crer”.

Voltando a sua atenção para os médicos, o comunicado apela a que estes reconheçam o sofrimento dos seus doentes e que “o saibam aliviar”, de modo a que não seja “roubado” o “direito a uma morte digna e em paz”.

O décimo primeiro desejo foca-se nos decisores da saúde, desejando-se que “tomem decisões baseadas em evidência, centradas no interesse dos doentes, avaliem as consequências das suas decisões e das reformas que promovem, monitorizem a qualidade dos cuidados  e  entendam que melhorar a qualidade dos cuidados de saúde é mais barato que prestar cuidados com má qualidade e que isso promove a saúde das pessoas”.

Finalmente, fica a vontade de que “o enorme esforço físico e psicológico exigidos aos Internistas portugueses que diariamente trabalham nas urgências dos hospitais, nas enfermarias de Medicina, nas unidades de cuidados intermédios ou especiais, nos cuidados intensivos, nas consultas externas e nos hospitais de dia dos hospitais, de forma abnegada e competente, muitas vezes em situações limite, em nome do seu compromisso com os doentes, tratando muitos para além da lotação dos seus serviços, evitando ruturas  penalizadoras”, “seja reconhecido e recompensado e tenham direito a equilibrar a sua vida profissional com a sua vida pessoal”.

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Editorial | Jornal Médico
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