ACES Pinhal Litoral sem médico para extensão de saúde de Parceiros, em Leiria
DATA
29/12/2017 11:33:06
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Jornal Médico
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ACES Pinhal Litoral sem médico para extensão de saúde de Parceiros, em Leiria

O Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal de Leiria (ACESPL) não tem capacidade, a curto prazo, para suprir a falta de um segundo médico na Extensão de Saúde de Parceiros, disse o diretor executivo.

Em declarações à Lusa, Pedro Sigalho revelou que, “enquanto a médica [em causa] se encontrar de atestado, não poderá ser substituída”.

Este responsável destacou ainda a carência que existe de clínicos, afirmando que “não existem médicos disponíveis” para serem colocados na extensão de saúde.

“Dos concursos que abriram em setembro, nenhum veio para o ACESPL”, afirmou.

Admitindo que a situação é “dramática”, Pedro Sigalho assegurou que irá continuar a dar conta das dificuldades à tutela.

Vários utentes da Extensão de Saúde de Parceiros, no concelho de Leiria, manifestaram-se ontem contra a falta de um médico, situação que se arrasta há mais de dois anos.

Em causa está a baixa médica de uma clínica, por “doença prolongada”, que se arrasta há “dois anos e meio” e que tem impedido a substituição de um novo médico, explicou o presidente da Junta de Freguesia, José Carlos Matias.

“É um problema grave e uma falta de respeito pelos utentes da extensão de saúde, com quem estamos solidários. Há dois anos e meio que temos este problema e não é resolvido porque não há vontade política para o resolver”, reforçou o autarca.

Segundo adiantou, “ao longo de mais de 20 anos, esta extensão de saúde teve sempre em permanência dois médicos”.

Entretanto, uma das médicas ficou doente e “têm resolvido o problema a espaços, mas precariamente”.

“Vem um médico, está um mês e vai embora. Isto não é solução. Tem de se resolver o problema de fundo. Queremos é um médico aqui em permanência como sempre tivemos”, acrescentou José Carlos Matias.

Uma das soluções apontadas pelo ACESPL tem sido encaminhar os utentes para o Centro de Saúde Arnaldo Sampaio, do qual faz parte a extensão dos Parceiros.

“Não é solução, porque o centro de saúde está normalmente sempre cheio e dificilmente se consegue uma consulta e depois temos a falta de mobilidade. Temos que pensar que há uma faixa etária de população já com alguma idade e que não tem meios próprios de transporte e o centro de saúde está a dez quilómetros”, disse.

A porta-voz dos utentes, Cristiana Pereira, insistiu na “colocação de um médico de família a tempo inteiro, numa solução definitiva e não provisória, que é o que tem acontecido”.

Segundo Cristiana Pereira, já foi realizado um abaixo-assinado “que não deu em nada”, pelo que avisa que “a população está unida e se não houver soluções” vão “voltar de novo aos protestos, se calhar, com outra dimensão”.

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Editorial | Jornal Médico
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