Reforço de rastreio em Moçambique revela mais do dobro da tuberculose registada
DATA
02/01/2018 11:01:53
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Jornal Médico
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Reforço de rastreio em Moçambique revela mais do dobro da tuberculose registada

O reforço do rastreio da tuberculose em Moçambique revelou que em 2016 houve mais do dobro dos casos detetados em 2015, disse à Lusa o diretor do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose com base nos mais recentes dados apurados.

“Só em 2016 foram registados 159 mil casos contra 61 mil do ano anterior e, destes, mais de oito mil foram crianças”, referiu Ivan Manhiça.

De acordo com o responsável, não há mais casos da doença no país, ou seja, a tuberculose não está a alastrar, mas existe um retrato mais fiel da realidade feito pelas autoridades.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a tuberculose continua a ser “um desafio de saúde pública para Moçambique” que ocupa o 19.º lugar entre os países mais afetados.

As províncias de Maputo e Gaza, no sul, Tete e Sofala, no centro, e Nampula, no norte de Moçambique, são as que apresentam maior incidência da doença.

A maior preocupação das autoridades moçambicanas prende-se com os casos de tuberculose resistente, consequência, muitas vezes, do incumprimento das orientações médicas.

“Preocupa-nos porque este é um tipo de tuberculose que tem um tratamento mais longo e mais complicado”, explicou.

Por outro lado, a maior parte das pessoas que sofrem de tuberculose estão infetadas pelo VIH e foi o vírus que deixou o organismo vulnerável.

No entanto, segundo Ivan Manhiça, o cenário tende a mudar. “Nós conseguimos reduzir os casos em que os pacientes têm tuberculose e sida de uma proporção de 60% em 2014 para 44% em 2016”, afirmou.

Para fazer face à tuberculose, o Governo moçambicano tem promovido ações de sensibilização e capacitação de recursos humanos em zonas em que a doença é mais frequente.

Ivan Manhiça considera que o plano mais eficaz consiste em envolver as comunidades e explicar-lhes que não devem estigmatizar quem está doente.

“Não se pode apenas olhar para o paciente”, é preciso também perceber outros fatores, como a vida em comunidade, concluiu.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.