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Dentistas ponderam recusar beneficiários da ADSE se novas tabelas avançarem
DATA
18/01/2018 16:23:59
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Jornal Médico
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Dentistas ponderam recusar beneficiários da ADSE se novas tabelas avançarem

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) pede aos profissionais que ponderem acabar com o acordo com a ADSE caso se mantenha a proposta das novas tabelas de preços, que o bastonário considera “absolutamente incompatíveis com tratamentos de qualidade”.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, diz que as regras e preços da ADSE para a Medicina Dentária devem fazer com que os dentistas deixem de ter acordo com o subsistema dos funcionários públicos.

“Esta nova proposta de tabela é mais do mesmo… reduzir custos à custa dos profissionais de saúde, afetando os utentes da ADSE. Há um conjunto de situações que estão a limitar os utentes da ADSE a aceder a tratamentos de qualidade, quer ao nível das incompatibilidades entre tratamentos, quer ao nível dos preços propostos nos atos de Medicina Dentária”, afirmou.

Orlando Monteiro da Silva afirma que a OMD “é frontalmente adversa” a esta proposta da ADSE.

“A manterem-se as atuais regras devem os médicos dentistas aderentes à convenção ponderar retirarem-se desta convenção”, insistiu o bastonário.

O bastonário salienta ainda que há dois anos que a OMD está a tratar deste assunto num grupo de trabalho conjunto com a ADSE, tendo chegado até a um acordo, sendo que a sua implementação foi sucessivamente adiada.

“A proposta apresentada vem ao arrepio do que tinha sido firmado e faz tábua rasa do que tinha sido decidido”, afirmou.

Para Orlando Monteiro da Silva os preços praticados são incompatíveis com tratamentos de qualidade e dá exemplos: a ADSE paga por uma extração dentária cerca de 11 euros, pelo tratamento de um dente paga 17 e por uma consulta paga pouco mais de 7 euros.

Esta semana também o bastonário da Ordem dos Médicos classificou como “absolutamente escandalosos” os preços que a ADSE paga por alguns atos médicos, que muitas vezes não chegam sequer para as despesas do material usado em exames.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada considera que as novas tabelas da ADSE representam “perdas incomportáveis” para os privados e podem pôr em causa o acesso dos beneficiários aos cuidados de saúde.

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Editorial
Rui Nogueira
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