"Letargia” do Ministério da Saúde preocupa FNAM
DATA
31/01/2018 12:04:17
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Jornal Médico
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"Letargia” do Ministério da Saúde preocupa FNAM

Organizações sindicais médicas solicitaram, a 9 de janeiro, uma reunião urgente ao ministro da Saúde, porém, o Ministério da Saúde agendou reunião apenas para o dia 22 de fevereiro, revelou a Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

“Após a greve de 8 de novembro, com participação muito expressiva dos médicos, e depois de dois meses sem qualquer contraproposta ou marcação de reunião pelo Ministério da Saúde, as organizações sindicais médicas solicitaram a 9 de janeiro uma reunião urgente ao ministro da Saúde”, explicou a FNAM em comunicado.

A resposta do Ministério da Saúde, com marcação de reunião apenas para o dia 22 de fevereiro, “além de tardia não acrescenta qualquer proposta escrita para responder aos problemas dos médicos, que foram a causa de várias greves no decurso do ano transato. Esperava-se maior celeridade e sinceridade negocial para prevenir novos confrontos”, afirma.

Na mesma nota, a FNAM acrescenta que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está em decadência, sendo que “uma das causas primeiras é a destruição das carreiras médicas”, devido à “não realização de concursos de provimento e habilitação”, aos “baixos salários”, à “contratação precária que destrói o espirito de equipa multidisciplinar”, à “imensa falta de recursos humanos médicos nos cuidados primários e na organização hospitalar”, a “horários com demasiadas horas de urgência prejudicando a atividade organizada quer em consultas, cirurgias ou realização de técnicas, entre outros”.

Assim, de acordo com a entidade, foi novamente solicitado, a 25 de janeiro, o agendamento urgente de reunião e posição escrita do Ministério da Saúde sobre as matérias em discussão, até 8 de fevereiro.

“Esperemos que o Ministério da Saúde finalmente assuma, de forma frontal e transparente, a saída deste impasse negocial e que reconheça nos profissionais médicos um parceiro de importância vital no desenvolvimento do SNS. Só existindo profissionais motivados e com condições de trabalho é possível travar a degradação do SNS”, conclui o comunicado.

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Editorial | Jornal Médico
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