Quase um terço dos portugueses com mais de 15 anos consome refrigerantes
DATA
07/02/2018 12:44:31
AUTOR
Jornal Médico
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Quase um terço dos portugueses com mais de 15 anos consome refrigerantes

Quase um terço dos portugueses com mais de 15 anos bebe refrigerantes, um consumo maior no sexo masculino, nos mais jovens e nos residentes nos Açores, de acordo com um estudo levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Publicado na última edição do boletim epidemiológico “Observações”, do INSA, o estudo de Mariana Neto e Irina Kislaya foi realizado com base nos dados do Inquérito Nacional de Saúde 2014 (INS 2014) com o objetivo de estimar a prevalência do consumo de refrigerantes e as suas características sociodemográficas na população portuguesa. A investigação apurou uma “prevalência do consumo de bebidas refrigerantes na população portuguesa com mais de 15 anos de idade de 31%”.

“Verificou-se que o consumo era superior no sexo masculino (35,2%) e nos participantes mais jovens, decrescendo com a idade”, referem as autoras que identificaram ainda “diferenças regionais significativas, sendo a Região Autónoma dos Açores a região do país com o maior consumo de refrigerantes”.

Nesta região autónoma, o consumo de refrigerantes atingiu os 48,6%, segundo o estudo “Consumo de refrigerantes nas refeições principais em Portugal: dados do Inquérito Nacional de Saúde 2014”.

De acordo com o artigo publicado, “os participantes com menor nível de escolaridade tendiam, de forma significativa, a consumir mais refrigerantes, à semelhança dos participantes solteiros”. Em relação aos rendimentos, as autoras verificaram que “existia um decréscimo de consumo em relação aos escalões mais elevados”.

As autoras começam por recordar que “o excesso do consumo de açúcar simples está associado ao excesso de peso e obesidade, doenças crónicas, como diabetes tipo 2 e à ocorrência de cáries dentárias”.

A investigação concluiu que “o consumo de refrigerantes, estimado pelo Inquérito Nacional de Saúde 2014 é elevado na população portuguesa”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.