CSP em USF modelo B pouparia 100 milhões de euros/ano
DATA
07/02/2018 15:57:16
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Jornal Médico
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CSP em USF modelo B pouparia 100 milhões de euros/ano

O Estado pouparia mais de 100 milhões de euros num ano se os cuidados de saúde primários (CSP) se organizassem por inteiro em unidades de saúde familiar (USF) de modelo B, conclui um estudo publicado no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), levado a cabo pela Coordenação Nacional para a Reforma do SNS na área dos CSP, que avaliou os custos das USF versus os gastos com os centros de saúde (CS) tradicionais.

A análise, datada de janeiro deste ano, baseia-se na realidade de 2015, ano em que havia um total de 370 CS tradicionais – atualmente designados por unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP) –, 207 USF de modelo A e 193 USF de modelo B.

Segundo as contas da Coordenação Nacional para a Reforma do SNS nos CSP, se todas as UCSP fossem transformadas em USF modelo B haveria uma poupança de 103 milhões de euros, tendo por referência o ano de 2015. A análise mostra que o rácio de utentes inscritos por profissional de saúde “é claramente superior nas USF B” em todos os grupos profissionais, sendo os enfermeiros o grupo em que a diferença é maior.

Segundo o documento, os CS tradicionais têm “um custo por inscrito e um custo por utilizador significativamente superior ao das USF modelo B”. Nas USF modelo B o custo anual por utente inscrito é de 257 euros, enquanto nas UCSP é de 289 euros. Essa diferença torna-se ainda mais significativa quando são analisados os custos por utilizador, com um acréscimo de 80 euros anuais por utilizador nos CS em relação ao modelo das USF B.

Apesar do aumento do custo com os recursos humanos, esta análise mostra que haveria uma “redução significativa dos custos globais”, gerando uma poupança de 103.611.995 euros em 2015. O acréscimo de custos com recursos humanos seria na ordem dos 38 milhões de euros, mas depois haveria poupanças na despesa de medicamentos faturado por utilizador (menos 64 milhões), na despesa com meios complementares de diagnósticos (menos 15 milhões), no custo das urgências (menos 37 milhões) e nos custos com internamentos evitáveis (menos 26 milhões).

Na avaliação publicada no portal do SNS, é ainda salientado que as USF modelo B “são um espaço formativo por excelência”, onde o número de médicos internos em formação em medicina geral e familiar é quase metade do total de médicos em formação.

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Editorial | Jornal Médico
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