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SMZS apoia luta pelo Hospital do SAMS
DATA
23/02/2018 10:15:17
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SMZS apoia luta pelo Hospital do SAMS

Após a decisão do encerramento da Maternidade e do departamento de Neonatologia do Hospital do SAMS, o Sindicato de Médicos da Zona Sul (SMZS) esteve presente na reunião da Comissão de Trabalhadores do SAMS, que decorreu no passado dia 20, no Hospital do SAMS, tendo sido convidadas as Direções dos Sindicatos dos trabalhadores do SAMS.

“O assunto primordial debatido foi o recente anúncio pelo Diretor Clínico do SAMS do encerramento da Maternidade e do Departamento de Neonatologia do Hospital do SAMS, a partir do dia 31 de março”, explicou o SMZS, em comunicado enviado às redações, acrescentando que “esta nova decisão surge na sequência do anterior fecho da Clínica SAMS de Setúbal e da Urgência de Pediatria do Hospital do SAMS”.

Esta instituição é dirigida pelo Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), cujo presidente é, há vários anos, Rui Riso, e teve, até 2015, como presidente da Comissão Executiva o atual ministro da Saúde. Esta administração investiu na remodelação da Maternidade e foi adotada uma estratégia de expansão. “Com estupefação geral, em 2018, depois destas obras, a administração decidiu extinguir os Departamentos de Obstetrícia e Neonatologia, desviando os partos efetuados nesse serviço para a Maternidade do Hospital CUF Descobertas”, é apontado na nota emitida.

O presidente do SBSI “comunicou os encerramentos, justificando-os com alegados prejuízos e pela redução do número de partos – que, aliás, de acordo com os números disponíveis não corresponde à realidade, pois nos últimos anos houve uma estabilização em valores acima dos 500 partos/ano”, clarificou a SMZS.

Pode ainda ler-se no comunicado que, posteriormente, “os médicos dos referidos departamentos têm sido contactados informalmente, tendo-lhes sido apresentadas propostas não escritas, nomeadamente aos obstetras, que poderão passar pela realização do seu trabalho de urgência na maternidade do Hospital da CUF Descobertas, sendo que o pagamento continuaria a ser feito pelo SAMS”.

Os trabalhadores presentes na reunião “manifestaram a sua enorme apreensão face ao futuro da instituição e dos seus postos de trabalhos, expressando a sua total incompreensão perante a gestão de uma administração que primeiro investe fortemente e, pouco tempo depois, encerra, sem que ninguém seja responsabilizado. Aliás, aparentemente, os únicos que poderão ser afetados são os trabalhadores, como o próprio Rui Riso terá admitido recentemente, pondo como hipótese que alguns poderiam ser dispensados”, é referido na nota.

Em face da gravidade da situação, os trabalhadores presentes decidiram pedir nova reunião com o SBSI para discutir as decisões tomadas, efetuar uma denúncia pública e realizar, a breve prazo, uma vigília junto às instalações do Hospital do SAMS, apelando à presença de todos, trabalhadores e utentes.

Nesta reunião, o “SMZS concordou com a estratégia delineada, disponibilizou os seus serviços, nomeadamente jurídicos, para apoiar os médicos seus associados, e vai continuar a lutar contra todas as decisões que ponham em causa o futuro do SAMS”, conclui.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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