Prescrição eletrónica médica disponível para todos
DATA
21/03/2018 10:57:15
AUTOR
Jornal Médico
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Prescrição eletrónica médica disponível para todos

A Ordem dos Médicos (OM) assina hoje um protocolo com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) que vai permitir a todos os médicos prescreverem receitas sem recurso a papel.

“A aplicação informática vai ficar disponível, de forma gratuita, para todos os médicos sem limite de receitas”, explicou a OM em comunicado, acrescentando que, até agora, a prescrição eletrónica médica (PEM) estava apenas disponível para os clínicos do SNS e para pequenos subscritores (menos de 40 receitas/mês) do setor privado.

“É um grande avanço que vai facilitar a rotina profissional de milhares de médicos sem custos adicionais”, salienta Miguel Guimarães.

“Esta ferramenta, vai permitir uma maior segurança dos dados clínicos e a sua utilização em qualquer contexto público ou privado vai contribuir para gerar uma poupança individual na atividade clínica diária”, pode ler-se na nota emitida.

A OM vai ainda promover ações de sensibilização e formação em tecnologias de informação nas secções regionais e distritais, destinadas aos médicos que ainda recorram às receitas manuais.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.