Solidão aumenta risco de morte por ataque cardíaco ou AVC
DATA
27/03/2018 09:37:46
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Jornal Médico
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Solidão aumenta risco de morte por ataque cardíaco ou AVC

Viver sozinho e ver poucas pessoas aumenta o risco de morte por enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), segundo um vasto estudo que incide sobre a Grã-Bretanha, país que tem um “ministério para as pessoas isoladas”.

O estudo, hoje divulgado, envolveu cerca de 479.000 pessoas, que responderam a perguntas sobre se eram “socialmente isoladas” (quantas pessoas viam, com que frequência saíam) e se se sentiam sós.

“O isolamento social e o sentimento de solidão estão associados a um risco mais elevado de enfarte grave do miocárdio ou de acidente vascular cerebral”, escreveram os investigadores finlandeses na revista médica Heart.

Segundo a equipa, “o isolamento social parece ser um fator de risco de mortalidade independente após um enfarte ou um AVC”.

A originalidade deste estudo consiste em isolar o fator solidão dos outros.

De facto, viver só é frequentemente associado a outros riscos para o coração, como um estilo de vida pouco saudável (tabagismo, alimentação desequilibrada, falta de atividade física), uma má saúde mental e pobreza.

Excluindo os restantes riscos, viver sozinho aumenta a mortalidade após um enfarte ou um AVC em 32%.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou em janeiro a nomeação de uma ministra encarregada das pessoas isoladas, para encontrar soluções para o flagelo social da solidão.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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