Cuidados continuados integrados com nove mil camas até final do ano
DATA
27/03/2018 10:27:09
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Jornal Médico
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Cuidados continuados integrados com nove mil camas até final do ano

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, disse ontem, em Caminha, que a Rede de Cuidados Continuados Integrados (RCCI) do país vai ter, até final do ano, um total de nove mil camas.

Fernando Araújo, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia que assinalou a entrada em funcionamento de 20 camas de cuidados Média Duração e Reabilitação da unidade da Gelfa, do Instituto São João de Deus, naquele concelho do Alto Minho, adiantou que “o objetivo é atingir, até final da legislatura, as 14 mil camas”, naquela rede “que admite, por ano, 40 mil doentes”.

O governante referiu que atualmente a RCCI “dispõe de 8.200 camas, mais 10% do que as existentes em 2015”, distribuídas por três tipologias, longa duração e manutenção, média duração e reabilitação e convalescença.

Ontem, na Unidade da Gelfa, em Caminha, gerida pelo Instituto São João de Deus, foram disponibilizadas 20 camas de média duração e reabilitação, “num compromisso financeiro anual, global, assumido com os Ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de 574.281 euros”.

Aquela estrutura já dispunha para de uma unidade de longa duração e manutenção, com outras 20 camas.

Em Arcos de Valdevez, na Santa Casa da Misericórdia, o governante assinalou a entrada em funcionamento de 23 camas de convalescença, “num compromisso financeiro anual, global, de 761.301 euros”.

A Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez “já dispunha de duas unidades – longa duração e manutenção (28 camas) e média Duração e reabilitação (31 camas)”.

No distrito de Viana do Castelo, aquelas respostas dispõem de mais de 300 camas, sendo que a rede “estará coberta a 100% até abril, com a entrada em funcionamento de 14 camas para convalescença, em Valença”.

No total, segundo dados da Administração Regional do Norte (ARS-N), “na região Norte, a capacidade instalada é de 4.356 camas, a que corresponde um encargo financeiro do Estado, anual, da ordem de 54 milhões de euros”.

Estão disponíveis à população “212 camas de convalescença, 807 camas de média duração e reabilitação, 1.527 camas de longa duração e manutenção, 25 camas de cuidados paliativos, 1.618 lugares de equipas de cuidados continuados integrados”.

Na área de pediatria, existem dez camas de cuidados pediátricos integrados e dez lugares de ambulatório pediátrico.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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