SPMI e APMGF assinam memorando de entendimento
DATA
28/03/2018 10:33:46
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Jornal Médico
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SPMI e APMGF assinam memorando de entendimento

De olhos postos no futuro dos cuidados de saúde em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) assinam, hoje, um Memorando de Entendimento que visa uma maior cooperação entre as duas entidades e as une numa batalha por melhores condições para doentes e profissionais.

Este memorando envolve várias áreas, como a formação, referenciação, a promoção da saúde e a prevenção das doenças, as normas de orientação clínica e a investigação, entre outras.

Questões como o excessivo recurso às urgências, o sobrediagnóstico, o sobretratamento e as consequências para a saúde dos fenómenos climatéricos extremos vão motivar a criação de um grupo de trabalho conjunto, que irá fazer propostas sobre a gestão do doente agudo, estando prevista a apresentação de recomendações até ao fim do primeiro semestre do ano.

A SPMI e a APMGF consideram os cuidados prestados aos doentes crónicos “muito fragmentados, reativos e centrados na doença”, sendo “fundamental mudar este paradigma”, pelo que as duas organizações pretendem “exigir mais incentivos na contratualização e mais investimento para a implementação das reformas de proximidade”.

O presidente da APMGF, Rui Nogueira, concorda e salienta a existência “de uma política de referenciação muitas vezes cega. Precisamos de uma maior proximidade, de uma integração dos cuidados, para que o doente seja o elemento de maior valor nestas andanças de um lado para o outro, dos centros de saúde para os hospitais e destes para os centros de saúde de novo”.

O progressivo “envelhecimento da população”, a que se junta a “agudização das doenças crónicas”, reforça, garante Rui Nogueira, a necessidade de uma relação privilegiada entre as duas especialidades, que se quer fazer também sentir ao nível da formação médica. Por isso, aumentar a cooperação na área da formação, assim como a referenciação entre especialidades, são dois outros dos objetivos deste entendimento.

O Memorando de Entendimento será assinado hoje, numa cerimónia no Auditório da Universidade Nova de Lisboa, que vai contar com um debate sobre os desafios que se colocam às duas especialidades e aos serviços de saúde nacionais, contando com nomes como Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, António Vaz Carneiro, internista e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, Maria de Belém Roseira, ex-Ministra da Saúde, Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos e Victor Ramos, médico de Medicina Geral e Familiar e professor convidado da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

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Editorial | Nuno Jacinto
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